Três derrotas em cinco jogos e mais de R$ 1 milhão em salários pagos sem contrapartida em campo. O afastamento de Robert Arboleda está custando caro ao São Paulo, tanto no aspecto financeiro quanto no desempenho defensivo. Com o novo prazo de 10 dias concedido pela diretoria para o retorno do zagueiro equatoriano, a novela que se arrasta há semanas coloca o clube em uma situação insustentável.

O rombo semanal de R$ 200 mil

Segundo levantamento do SportNavo, Arboleda recebe aproximadamente R$ 800 mil mensais, o que representa um custo semanal de R$ 200 mil aos cofres tricolores. Desde o início do afastamento, há cinco semanas, o São Paulo já desembolsou mais de R$ 1 milhão em salários sem que o defensor contribua em campo. Para efeito de comparação, esse valor equivale ao salário mensal de quatro jogadores do elenco atual.

A situação lembra o caso de Kaká em 2014, quando o meia retornou ao clube paulista recebendo R$ 1,2 milhão mensais. Na época, críticos apontavam que o alto investimento não se justificava pelo rendimento apresentado. Com Arboleda, a questão é ainda mais delicada, pois o jogador simplesmente não está disponível para atuar.

Defesa vulnerável sem o titular

Nos cinco jogos disputados sem Arboleda, a defesa são-paulina sofreu 8 gols, média de 1,6 por partida. Com o equatoriano em campo durante a temporada passada, essa média era de 0,9 gol sofrido por jogo. Os números evidenciam o impacto da ausência do zagueiro de 33 anos, que disputou 127 partidas pelo clube desde 2020.

A fragilidade defensiva custou pontos preciosos ao time de Luis Zubeldía. A derrota por 2 a 1 para o Novorizontino, no último domingo, exemplifica como a falta de liderança na zaga tem prejudicado o rendimento coletivo. Arboleda, com seus 1,87m de altura e experiência em 74 jogos pela seleção equatoriana, sempre foi referência técnica e física para a defesa tricolor.

O rombo semanal de R$ 200 mil Arboleda custa R$ 200 mil por semana par
O rombo semanal de R$ 200 mil Arboleda custa R$ 200 mil por semana par

Histórico de impasses contratuais

Esta não é a primeira vez que o São Paulo enfrenta situações similares com jogadores experientes. Em 2018, o clube viveu novela parecida com Nenê, que também se ausentou dos treinamentos por questões contratuais. Na época, o meia ficou três semanas afastado, custando aproximadamente R$ 600 mil em salários sem atuações.

Conforme apuração do SportNavo, a diretoria são-paulina teme que a situação de Arboleda se prolongue ainda mais, gerando prejuízo financeiro e esportivo. O jogador possui contrato válido até dezembro de 2025, com salário protegido por cláusulas que garantem o pagamento integral mesmo durante afastamentos disciplinares.

Pressão por resolução cresce

O técnico Luis Zubeldía tem pressionado internamente por uma solução rápida do caso. O treinador argentino conta com Arboleda como peça fundamental em seu esquema tático, especialmente na saída de bola e na marcação aérea. Sem o zagueiro, Zubeldía precisou improvisar Alan Franco na posição, alterando toda a dinâmica defensiva da equipe.

A torcida organizada Independente também se manifestou sobre o assunto, cobrando uma posição firme da diretoria. Em nota divulgada nas redes sociais, o grupo criticou a gestão do caso e pediu transparência sobre os valores envolvidos na negociação.

Com o prazo de 10 dias estabelecido pela diretoria, o São Paulo volta a campo na próxima quinta-feira contra o Guarani, no Morumbi, ainda sem poder contar com seu zagueiro titular e arcando com o prejuízo diário de quase R$ 30 mil em salários não compensados em campo.