Dois gols no primeiro tempo e uma defesa sólida no segundo foram suficientes para a Universidad Católica vencer o Barcelona de Guayaquil por 2 a 1, na terça-feira (29/04), no Monumental Banco Pichincha, em Guayaquil, pela terceira rodada do Grupo D da Libertadores. O resultado criou um cenário inédito na chave: três equipes — Católica, Boca Juniors e Cruzeiro — somam seis pontos cada, enquanto o Barcelona amarga a lanterna com zero pontos.
Como o jogo foi decidido
O placar foi construído em oito minutos de eficiência chilena. Aos 17 do primeiro tempo, Cesar Montes avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro na linha de fundo para Fernando Zampedri completar de primeira, abrindo o marcador. Cinco minutos depois, em cobrança de escanteio, os papéis se inverteram: Zampedri ajeitou a bola e Montes cabeceou para ampliar, fazendo 0 a 2.

O Barcelona tentou reagir no segundo tempo e pressionou desde o primeiro minuto da etapa complementar, mas a defesa da Católica se manteve fechada por mais de meia hora. Aos 34 minutos, Milton Céliz desviou de cabeça um cruzamento pela direita e descontou, porém o time equatoriano não conseguiu chegar ao empate. O árbitro peruano Roberto Pérez encerrou o jogo com vitória chilena confirmada.

"A Católica sai como visitante pela segunda rodada consecutiva com vitória — um desempenho que poucas equipes do torneio conseguiram replicar nesta fase de grupos", observou o levantamento do SportNavo sobre o desempenho dos times nas rodadas iniciais da Libertadores.
Classificação embolada no Grupo D
Com o resultado, o Grupo D ficou comprimido no topo. A Universidad Católica lidera pelo saldo de gols, seguida de Boca Juniors e Cruzeiro, todos com seis pontos. O Barcelona de Guayaquil está eliminado da disputa pela liderança na prática, mas ainda pode influenciar o desfecho da chave ao enfrentar os rivais nas rodadas seguintes.
O empate técnico entre os três líderes significa que qualquer tropeço do Cruzeiro nas próximas partidas pode ser imediatamente aproveitado por Católica ou Boca. Nas seis rodadas da fase de grupos, os dois classificados saem desta chave com pontuação potencialmente acima de 12 pontos — cenário incomum em grupos tão equilibrados.
O que o Cruzeiro precisa fazer agora
O Cruzeiro enfrenta o Boca Juniors na quarta rodada, partida que pode definir quem toma a dianteira entre os brasileiros e argentinos no grupo. Uma derrota para os xeneizes jogaria o time mineiro para a terceira posição dependendo do resultado paralelo da Católica. A equipe de Belo Horizonte tem ainda os duelos contra Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil a cumprir antes do encerramento da fase.
"Três times com seis pontos em três rodadas — este é um dos grupos mais equilibrados da edição", destacou análise exclusiva do SportNavo sobre o desempenho das chaves na fase inicial da competição.
O fator desempate torna o confronto direto entre Cruzeiro e Boca ainda mais decisivo. Caso os dois times terminem a fase empatados em pontos, o critério de classificação passa pelo saldo de gols e, depois, pelos gols marcados. O Cruzeiro precisa administrar esses números com atenção ao longo das três rodadas restantes.
Cenários possíveis para a classificação
Com três rodadas ainda por disputar, a matemática do grupo favorece quem vencer o confronto direto entre as equipes da parte de cima da tabela. Se Cruzeiro, Boca e Católica continuarem se anulando, o grupo pode ser decidido na última rodada. O Barcelona de Guayaquil, mesmo zerado, assume o papel de fiel da balança ao enfrentar cada um dos três líderes — e qualquer surpreendente vitória dos equatorianos pode embaralhar ainda mais a classificação.
O Cruzeiro volta a campo pela Libertadores contra o Boca Juniors na quarta rodada da fase de grupos, partida que deve ocorrer na primeira quinzena de maio. Uma vitória coloca o time mineiro em posição confortável para garantir a vaga nas oitavas de final; qualquer outro resultado mantém o grupo em aberto até a última rodada.








