A atuação de Endrick Felipe contra a Croácia no último amistoso antes da Copa do Mundo consolidou sua posição como uma das principais apostas de Carlo Ancelotti para o torneio. O atacante de 20 anos, que soma 8 gols em 12 jogos pela Seleção principal em 2026, demonstrou maturidade tática e capacidade decisiva nos 35 minutos em que esteve em campo, participando diretamente de duas das três ações que definiram o triunfo brasileiro por 3-1.
Impacto imediato: 35 minutos que mudaram o jogo
Acionado aos 55 minutos do segundo tempo com o placar empatado em 1-1, Endrick precisou de apenas sete minutos para provocar o pênalti que recolocou o Brasil em vantagem. A jogada iniciada pelo atacante na intermediária ofensiva resultou na falta sofrida dentro da área, convertida com precisão por Igor Thiago aos 62 minutos.
A movimentação do jovem atacante evidenciou aspectos técnicos que o diferenciaram desde as categorias de base do Palmeiras. Aos 15 anos, quando ainda disputava o sub-17 alviverde, Endrick já apresentava média de 1,2 gol por jogo - números que se mantiveram consistentes durante sua transição para o futebol profissional aos 16 anos, em julho de 2022.
Os dados da atual temporada pela Seleção demonstram essa evolução: em 847 minutos disputados ao longo de 2026, o atacante mantém aproveitamento de 67% em finalizações certas ao gol, índice superior aos 58% registrados em sua primeira temporada no Real Madrid.
Visão de jogo e maturidade tática aos 20 anos
O segundo momento decisivo da atuação de Endrick contra a Croácia veio aos 78 minutos, quando sua assistência para Gabriel Martinelli definiu o placar em 3-1. A ação revelou aspectos da evolução tática do jogador, que desde a base demonstrava capacidade de transitar entre função de finalizador e criador de jogadas.
Durante sua passagem pelas categorias sub-17 e sub-20 do Palmeiras, entre 2021 e 2022, Endrick registrou 47 gols e 23 assistências em 89 jogos oficiais. Esses números refletem versatilidade ofensiva que Carlo Ancelotti tem explorado taticamente na Seleção, utilizando o atacante tanto como referência central quanto em movimentações pelos corredores.

A assistência para Martinelli demonstrou leitura de jogo refinada: após receber na intermediária, Endrick atraiu dois marcadores croatas antes de encontrar o atacante do Arsenal em posição privilegiada. Esse tipo de ação evidencia a maturidade adquirida em 38 jogos pelo Real Madrid desde sua chegada, em julho de 2024.
Consolidação na lista final e expectativas para a Copa
A performance contra a Croácia reforça a tendência de Endrick figurar entre os 26 convocados de Ancelotti para a Copa do Mundo. O atacante disputou 9 dos últimos 12 jogos da Seleção em 2026, sendo titular em 4 oportunidades e mantendo média de participação em gol a cada 78 minutos em campo.
Comparando com outros atacantes que disputam posição na convocação, Endrick apresenta números consistentes: seus 8 gols pela Seleção em 2026 ficam atrás apenas dos 12 de Vinícius Júnior e empatados com Rodrygo. Em assists, suas 4 contribuições o colocam como terceiro colocado entre os atacantes, evidenciando versatilidade valorizada por Ancelotti.
O contexto de formação também favorece o jovem atacante. Sua trajetória desde as categorias de base, passando pelo tricampeonato paulista sub-17 em 2021, pelos 11 gols na Copa São Paulo de 2022 e pela rápida adaptação ao futebol europeu, constrói perfil de jogador preparado para grandes competições.
A atuação contra a Croácia, portanto, representa mais que simples boa performance em amistoso. Para Endrick, os 35 minutos em campo consolidaram dois anos de crescimento acelerado e posicionaram o atacante como uma das principais armas ofensivas do Brasil para a Copa do Mundo. Aos 20 anos, o garoto de Brasília que impressionou nas categorias de base palmeirenses está pronto para sua primeira Copa do Mundo como protagonista.

