O Flamengo entrou oficialmente na disputa por Paulo Dybala e já iniciou conversas com representantes do atacante argentino da Roma. O jogador de 31 anos tem contrato até junho de 2025 e não deve renovar com o clube italiano, abrindo caminho para uma transferência sem custos de compra.
Segundo fontes próximas à negociação, o Rubro-Negro estuda uma proposta de quatro anos com salários na casa de R$ 3,7 milhões mensais, totalizando investimento de aproximadamente R$ 180 milhões. Os valores colocam o clube carioca em posição competitiva no mercado internacional.
A concorrência, porém, promete ser acirrada. Um gigante do futebol argentino monitora a situação e pode complicar os planos flamenguistas.
Boca Juniors lidera corrida entre clubes argentinos
O principal concorrente do Flamengo na disputa por Dybala é o Boca Juniors. O clube xeneize possui apelo emocional forte com jogadores argentinos e histórico recente de contratações de peso vindas da Europa.
Juan Román Riquelme, vice-presidente do Boca, já demonstrou interesse público em grandes nomes do futebol argentino. Em 2023, o clube trouxe Edinson Cavani por salários de aproximadamente € 500 mil mensais, valor inferior ao que Dybala recebia na Roma (€ 4,5 milhões anuais).
O atacante cordobês soma 39 gols e 18 assistências em 96 jogos pela seleção argentina. Foi peça fundamental na conquista da Copa do Mundo de 2022 e da Copa América de 2021. Na Roma, registrou 34 gols e 18 assistências em 77 partidas desde 2022.
Porém, a realidade financeira do futebol argentino impõe limitações. O Boca Juniors ofereceria salários de aproximadamente US$ 200 mil mensais, valor significativamente inferior à proposta brasileira.
River Plate e outros gigantes ficam de fora da disputa
River Plate, tradicional rival do Boca, não demonstrou interesse concreto em Dybala até o momento. O clube millonario focou investimentos em outros setores e não possui margem salarial para competir por um jogador do calibre do argentino.
A situação financeira do River é mais restritiva que a do Boca. O clube registrou déficit de US$ 15 milhões em 2024 e priorizou a quitação de dívidas com a FIFA. Marcelo Gallardo, técnico da equipe, trabalha com orçamento enxuto para 2025.
Racing Club e Independiente, outros tradicionais da Argentina, também não possuem estrutura financeira para disputar Dybala. O atacante custaria aproximadamente 40% da folha salarial anual destes clubes.
San Lorenzo, clube do coração de Dybala, enfrenta grave crise financeira e sequer conseguiu manter jogadores importantes em 2024. A instituição de Boedo não representa ameaça real na negociação.
Fatores decisivos favorecem proposta brasileira
A diferença salarial entre Brasil e Argentina é o principal trunfo do Flamengo. Os R$ 3,7 milhões mensais propostos representam cerca de seis vezes o que o Boca Juniors conseguiria oferecer.
Dybala possui patrimônio estimado em € 25 milhões e mantém padrão de vida elevado. A redução salarial para atuar na Argentina impactaria significativamente suas finanças pessoais.
O aspecto competitivo também pesa a favor do Rubro-Negro. O Flamengo disputará Libertadores, Mundial de Clubes e Campeonato Brasileiro em 2025. O clube investiu R$ 172 milhões em contratações na temporada 2024 e mantém projeto ambicioso.
Por outro lado, o fator emocional não pode ser desprezado. Dybala sempre manifestou carinho especial pelo futebol argentino e considera a possibilidade de encerrar a carreira em solo natal. Aos 31 anos, o atacante enxerga esta como possível última oportunidade de jogar na Argentina em alto nível.
A Roma não ofereceu renovação contratual e já iniciou busca por substitutos no mercado. Dybala perdeu espaço com Daniele De Rossi e soma apenas 12 jogos na temporada 2024/25, com 4 gols marcados.
A definição deve acontecer até março de 2025. O Flamengo aguarda posicionamento definitivo do jogador, enquanto o Boca Juniors articula nos bastidores para convencer o atacante a aceitar proposta financeiramente inferior.
O desfecho da novela Dybala pode definir os rumos do mercado sul-americano para 2025. O Flamengo aposta na superioridade financeira, enquanto o futebol argentino conta com o apelo sentimental para conquistar mais um ídolo nacional.

