O retorno de Conor McGregor ao octógono ganha contornos mais concretos após as declarações otimistas de Dana White na coletiva pós-UFC Canadá. O presidente do Ultimate demonstrou confiança nas negociações, enquanto o ex-campeão peso-pena e peso-leve permanece afastado desde julho de 2021, quando sofreu fratura na perna na derrota para Dustin Poirier por TKO médico.

"Está correndo bem. Acredite em mim, vocês sabem que assim que nós fecharmos negócio com ele, nós vamos anunciar", declarou Dana White.

O UFC 329, marcado para 11 de julho em Las Vegas durante a Semana Internacional da Luta, emerge como o palco mais provável para o comeback do irlandês. Com cartel de 22-6 e finish rate de 86%, McGregor busca retomar o caminho das vitórias após três derrotas nos últimos quatro combates.

Justin Gaethje representa a opção mais técnica

Justin Gaethje (25-5) surge como candidato natural após perder o cinturão interino peso-leve para Max Holloway no UFC 300. O americano mantém striking differential de +2.8 por minuto e takedown defense de 68%, características que criariam dinâmica explosiva contra o counter-striking de McGregor. A luta ofereceria confronto direto entre dois dos melhores finalizadores da divisão, com Gaethje registrando 91% de finish rate.

Do ponto de vista técnico, Gaethje pressiona constantemente no clinch e utiliza leg kicks devastadores, estratégia que poderia explorar a perna previamente lesionada de McGregor. O irlandês, por sua vez, depende da precisão de seu left hand e movimentação lateral para evitar exchanges prolongadas no pocket.

Trilogia com Poirier tem apelo comercial garantido

Dustin Poirier (30-9) representa a revanche mais óbvia, considerando que conquistou duas vitórias consecutivas sobre McGregor em 2021. O americano possui ground and pound efetivo e takedown accuracy de 43%, elementos que se mostraram decisivos nos confrontos anteriores. Poirier também demonstra cardio superior, fator crucial considerando o período de inatividade do adversário.

Segundo análise do SportNavo, a trilogia Poirier vs McGregor possui potencial de arrecadação estimado em 1.5 milhão de pay-per-view, número que rivaliza com os maiores eventos da história do UFC. A narrativa da rivalidade e a busca por desempate técnico garantem interesse massivo do público.

Michael Chandler permanece como plano alternativo

Embora Michael Chandler (23-8) tenha compromisso contra Mauricio Ruffy no UFC Casa Branca em junho, o americano continua sendo opção viável caso vença de forma convincente. Chandler registra 78% de finish rate e explosive takedowns que poderiam neutralizar o jogo em pé de McGregor.

O veterano de 38 anos possui wrestling credentials sólidos, com 52% de takedown accuracy, mas também se expõe em trocações violentas que favorecem o timing preciso do irlandês. A combinação wrestling-power punching de Chandler versus counter-striking-footwork de McGregor prometeria espetáculo técnico de alto nível.

Fatores financeiros pesam na decisão final

As projeções financeiras indicam Poirier como adversário mais lucrativo, seguido por Gaethje e Chandler respectivamente. McGregor historicamente gera média de 1.2 milhão de vendas de pay-per-view, número que pode ser maximizado com storyline adequada. A ausência de 44 meses do octógono cria expectativa adicional que o UFC pretende capitalizar.

Justin Gaethje representa a opção mais técnica McGregor pode enfrentar Gaethje o
Justin Gaethje representa a opção mais técnica McGregor pode enfrentar Gaethje o

A decisão final dependerá também da recuperação física completa de McGregor, que precisará demonstrar mobilidade total na perna fraturada antes do retorno oficial. O UFC 329 em Las Vegas oferece a plataforma ideal para o comeback, com Gaethje emergindo como favorito devido à disponibilidade imediata e potencial técnico do confronto.