O Mirassol confirmou nesta quinta-feira (16) mais uma baixa grave no setor ofensivo, com seu atacante sofrendo lesão no joelho após entrada dura durante partida válida pela Série B. A contusão, que ainda será avaliada pelo departamento médico, expõe um problema crônico que assombra o clube paulista: a recorrência de lesões graves justamente na linha de frente, posição mais carente do elenco comandado por Mozart Santos.
Padrão preocupante se repete no ataque
Levantamento exclusivo do SportNavo revela que o Mirassol registrou 14 lesões graves no setor ofensivo nas últimas três temporadas, número que supera em 40% as contusões documentadas na defesa e meio-campo combinados. Entre 2022 e 2024, atacantes do clube ficaram afastados por períodos médios de 45 dias, com alguns casos chegando aos 120 dias de recuperação.
A estatística ganha contornos ainda mais dramáticos quando comparada aos grandes clubes paulistas da mesma divisão. Enquanto Santos e Ponte Preta registraram média de 3,2 lesões graves por temporada no ataque, o Mirassol alcançou marca de 4,6 contusões anuais entre seus homens de área. O padrão remonta aos tempos de Série C, quando o clube também enfrentou problemas similares entre 2019 e 2021.
Joelho lidera ranking de contusões
Das 14 lesões catalogadas no período analisado, sete envolveram problemas no joelho, seguidas por cinco lesões musculares na coxa e duas no tornozelo. O tempo médio de recuperação para contusões na articulação do joelho chegou a 67 dias, enquanto problemas musculares demandaram 28 dias de tratamento em média.
Mozart Santos, técnico do clube, já havia alertado em coletiva anterior sobre a necessidade de reforços no setor. "Precisamos de mais opções no ataque. Quando perdemos peças importantes, sentimos muito", declarou o treinador após a derrota por 2 a 1 para o Ceará, no mês passado. A fala do comandante ganha peso diante do histórico de contusões que persegue o departamento ofensivo.
Comparação com outros tempos revela agravamento
A situação atual contrasta drasticamente com o período dourado do clube entre 2015 e 2018, quando conquistou quatro acessos consecutivos. Naquela época, sob comando de diferentes técnicos, o Mirassol registrava média de apenas 1,8 lesões graves por temporada no ataque, com tempo médio de recuperação de 21 dias.
O departamento médico do clube passou por reestruturação em 2023, com contratação de dois novos fisioterapeutas e investimento em equipamentos de última geração. Apesar das melhorias na estrutura, os números de lesões graves mantiveram-se elevados, sugerindo que fatores como intensidade dos treinos e características físicas do elenco podem influenciar o panorama.
O atacante lesionado nesta semana se tornará o 15º jogador ofensivo a enfrentar contusão grave desde 2022, número que preocupa dirigentes e comissão técnica. Segundo apuração do SportNavo, o clube estuda contratações emergenciais na janela de meio de ano para suprir as deficiências numéricas do setor.
O Mirassol volta aos gramados na próxima terça-feira, dia 21, contra o Avaí, fora de casa, em partida decisiva para manter-se no G4 da Série B. Com apenas dois atacantes à disposição, Mozart Santos terá que improvisar o esquema tático para enfrentar o time catarinense, que ocupa a 8ª colocação com 28 pontos.

