A morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, na última sexta-feira (17), gerou uma onda de homenagens que transcendeu as quadras de basquete. Entre os tributos mais significativos estava o de Neymar Jr., que utilizou o Instagram para exaltar o legado do maior pontuador da história do basquete mundial. Com 49.737 pontos em 365 jogos pela seleção brasileira, Oscar construiu uma trajetória que serviu de inspiração para atletas de diversas modalidades.
"Obrigado pelo que fez pelo Brasil. Elevou ainda mais o nível do basquete brasileiro para o mundo. Grande Mão Santa"
A manifestação do atacante do Al-Hilal se soma aos tributos de entidades como a NBA, que destacou os 14 recordes mundiais estabelecidos por Oscar durante sua carreira de 26 anos. Entre 1974 e 2003, o ala-armador disputou cinco Olimpíadas, conquistou dois ouros pan-americanos (1987 e 1999) e estabeleceu marcas que resistem até hoje no basquete internacional.
Paralelos entre dois fenômenos do esporte brasileiro
A admiração de Neymar por Oscar Schmidt revela pontes interessantes entre duas gerações de atletas que carregaram o peso da camisa amarelinha. Enquanto Oscar acumulou 49.737 pontos em 365 jogos pela seleção de basquete, Neymar soma 79 gols em 128 partidas pelo futebol nacional, tornando-se o maior artilheiro da história da seleção brasileira em outubro de 2023, quando superou os 77 tentos de Pelé.
Ambos enfrentaram a pressão de representar um país sedento por conquistas internacionais. Oscar viveu o auge nos anos 1980 e 1990, período em que o Brasil brigava de igual para igual com potências como Estados Unidos e União Soviética. Neymar, por sua vez, cresceu sob a expectativa de liderar a geração que quebraria o jejum de títulos mundiais iniciado em 2002.
Segundo apuração do SportNavo, a influência de Oscar transcendeu o basquete brasileiro. Sua dedicação aos treinos e profissionalismo inspiraram atletas de diferentes modalidades. O 'Mão Santa' manteve média de 42,3 pontos por jogo durante toda a carreira pela seleção, um índice impressionante que demonstra consistência ao longo de quase três décadas vestindo a amarelinha.
O legado estatístico de uma lenda
Os números de Oscar Schmidt impressionam mesmo décadas após seu auge. Além dos 49.737 pontos pela seleção brasileira, ele acumulou mais de 50 mil pontos considerando clubes nacionais e internacionais. Durante sua passagem pela Europa, defendeu equipes na Itália, Espanha e Grécia, sempre mantendo médias superiores a 30 pontos por partida.
No Brasil, Oscar brilhou especialmente pelo Corinthians entre 1982 e 1990, período em que conquistou cinco títulos paulistas consecutivos (1982-1986). Sua última grande conquista nacional veio em 1996, quando levou o Flamengo ao título brasileiro de basquete aos 39 anos, provando que classe e técnica superam limitações físicas.

Repercussão internacional marca despedida de um gigante
A morte de Oscar gerou manifestações que extrapolaram as fronteiras nacionais. A NBA, liga mais importante do basquete mundial, publicou nota oficial destacando que Oscar 'redefiniu o que significava ser um grande arremessador'. A Federação Internacional de Basquete (FIBA) relembrou que o brasileiro detém o recorde de maior pontuação em uma única edição de Mundial: 338 pontos em 1990.
Clubes brasileiros de diferentes modalidades prestaram homenagens. O Flamengo, onde Oscar encerrou a carreira em 2003, destacou os 'momentos inesquecíveis' proporcionados pelo ídolo. O Palmeiras, mesmo rival histórico no futebol, reconheceu a grandeza de um atleta que 'transcendeu rivalidades'.
O velório de Oscar Schmidt acontece neste domingo (19), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, local onde o 'Mão Santa' protagonizou alguns dos momentos mais marcantes de sua carreira. A Confederação Brasileira de Basketball confirmou que a cerimônia será aberta ao público das 10h às 16h, permitindo que fãs e admiradores se despeçam do maior nome da história do basquete nacional.








