A fumaça ainda não dissipou da festa da Libertadores de 2025 quando o nome de Filipe Luís voltou a cruzar o Atlântico. O Flamengo o demitiu em março deste ano, após uma sequência de resultados ruins que soou dissonante com o histórico recente do técnico, e desde então o mercado europeu não parou de girar ao redor do ex-lateral-esquerdo. Agora, com informações publicadas pelo portal alemão KStA, o Bayer Leverkusen — quarto colocado na Bundesliga 2025/2026 — incluiu Filipe Luís entre os nomes preferidos para assumir o clube na próxima temporada.
O vácuo que Hjulmand deixa aberto em Leverkusen
A contratação de Filipe Luís está condicionada à saída de Kasper Hjulmand, o técnico dinamarquês que assumiu o cargo após a demissão de Erik Ten Hag — hoje no Manchester United — e tem contrato até o final da temporada 2026/2027. O dinamarquês ainda não definiu o próprio futuro, mas o clube já iniciou a elaboração de uma lista de sucessores. Ao lado de Filipe Luís, aparece o austríaco Oliver Glasner, que deixará o Crystal Palace ao término desta temporada. A movimentação do Leverkusen revela uma urgência silenciosa: o clube quer ter um nome pronto antes que o mercado de treinadores de alto nível se feche.

Segundo o site alemão KStA, Filipe Luís é um dos nomes preferidos na lista do Bayer Leverkusen para a próxima temporada.
O que Filipe Luís construiu e por que isso tem peso na Europa
Em menos de dois anos como técnico profissional, Filipe Luís acumulou o título da Libertadores 2025 pelo Flamengo — conquista que, por si só, já seria currículo suficiente para abrir portas no futebol europeu. Seu estilo de jogo, baseado em pressão alta e construção pelo terceiro homem, dialogou diretamente com as ideias que os principais clubes alemães buscam em seus treinadores. Não é coincidência que o Leverkusen já havia sondado o brasileiro antes, quando avaliava nomes para substituir justamente Ten Hag, antes de fechar com Hjulmand.
O interesse europeu não se limita à Alemanha. O Strasbourg — clube controlado pelo grupo BlueCo, mesma holding do Chelsea — também teve o nome de Filipe Luís associado ao cargo. O fato de o técnico transitar em listas tão distintas, da Bundesliga à Ligue 1, indica que sua reputação ultrapassou o filtro regional que historicamente barrou treinadores brasileiros no exterior.
O buraco que uma saída deixa no futebol brasileiro agora
A demissão do Flamengo em março já foi, por si mesma, uma perda para o Brasileirão 2026. Com Filipe Luís fora do país — cenário que o interesse do Leverkusen torna cada vez mais concreto — o futebol brasileiro perde um técnico que havia demonstrado capacidade de formar jovens e organizar um elenco de alto custo com coerência tática. O Flamengo, que ainda busca um substituto à altura, enfrenta um mercado interno escasso de nomes com o mesmo perfil: treinadores jovens, com DNA de clube grande e currículo internacional.
A janela europeia de verão abre em junho. Se o Leverkusen formalizar uma proposta e Hjulmand confirmar a saída nas próximas semanas, o Brasil pode assistir, pela primeira vez em décadas, a um de seus técnicos mais promissores estrear em uma das cinco principais ligas do continente — sem que o país tenha tido tempo de aproveitá-lo de verdade.
Segundo fontes ligadas ao clube alemão, a lista de possíveis sucessores de Hjulmand já está em elaboração, com Filipe Luís entre os nomes prioritários.
A Bundesliga tem data: a temporada 2026/2027 começa em agosto. O Flamengo, sem técnico definido, joga neste sábado pelo Brasileirão — e cada rodada sem nome confirmado no banco aumenta o custo do erro de março.









