Os números desmentem qualquer alarmismo: o Palmeiras registra 73% de aproveitamento nos 11 jogos disputados sem Vitor Roque nesta temporada. O atacante de 19 anos, que custou 30 milhões de euros aos cofres do Barcelona, perdeu confrontos por lesão muscular, desgaste físico e preservação tática de Abel Ferreira. Mesmo assim, o Verdão venceu oito partidas, empatou uma e perdeu apenas duas nesse recorte específico.
Flaco López surge como principal substituto
Durante as ausências de Vitor Roque, o uruguaio Flaco López marcou 12 gols em 11 partidas como titular no comando do ataque palmeirense. O centroavante de 30 anos aproveitou as oportunidades para se firmar como peça fundamental do esquema de Abel Ferreira, registrando média de 1,09 gol por jogo quando assume a posição de referência ofensiva. Rony, por sua vez, contribuiu com seis gols e quatro assistências nesse período, adaptando-se melhor ao papel de segundo atacante.
"O Flaco mostrou que pode ser nossa referência quando o Vitor não está disponível. Tem experiência e sabe se movimentar na área", declarou Abel Ferreira após a vitória por 3 a 1 sobre o Fortaleza no Allianz Parque.
Os dados estatísticos revelam que o Palmeiras manteve média de 2,1 gols por partida sem Vitor Roque, contra 1,8 com o jovem atacante em campo. A diferença pode ser explicada pela maior experiência de López nas finalizações dentro da área e pela adaptação tática que permite maior liberdade aos meio-campistas Raphael Veiga e Maurício para chegarem ao ataque.
Defesa se mantém sólida independentemente da escalação
O setor defensivo palmeirense não sofreu alterações significativas com a ausência de Vitor Roque. Gustavo Gómez e Murilo formaram dupla de zaga em dez dos 11 jogos sem o atacante, sofrendo apenas oito gols no período. Weverton manteve a segurança debaixo das traves, registrando cinco jogos sem ser vazado quando o ex-Barcelona não esteve disponível.
Críticos argumentam que Vitor Roque oferece maior velocidade e capacidade de pressão na saída de bola adversária. Os números, contudo, mostram que o Palmeiras recuperou a posse no campo ofensivo em 38% das jogadas sem o jovem atacante, contra 35% com ele em campo. A diferença marginal sugere que a intensidade defensiva do time se mantém consistente independentemente da escalação escolhida por Abel Ferreira.
Bahia pode explorar características específicas
O confronto contra o Bahia, marcado para domingo na Fonte Nova, apresenta variáveis específicas que podem influenciar a escolha do centroavante. Flaco López disputou seis partidas como visitante sem Vitor Roque disponível, marcando três gols e registrando aproveitamento de 61% - inferior aos 81% obtidos no Allianz Parque. A altitude de Salvador e o calor característico da capital baiana tradicionalmente favorecem jogadores com melhor condicionamento físico.
"Sabemos que o Bahia é forte em casa e temos que estar preparados para qualquer situação. Tanto o Vitor quanto o Flaco podem contribuir de formas diferentes", analisou o auxiliar técnico João Martins durante entrevista coletiva na Academia de Futebol.
Rogério Ceni conhece as características do elenco palmeirense e pode ajustar o esquema defensivo do Bahia conforme a escalação adversária. Contra López, o tricolor baiano tende a marcar com linha mais baixa para anular cruzamentos. Já contra Vitor Roque, a estratégia habitual envolve marcação individual mais próxima para impedir arrancadas em velocidade.
O Palmeiras enfrenta o Bahia neste domingo, às 16h, na Fonte Nova, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Abel Ferreira deve definir a escalação apenas na véspera do jogo, após avaliar as condições físicas de Vitor Roque durante os treinamentos desta sexta-feira na Academia de Futebol.

