O Palmeiras encaminhou a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil com uma vitória convincente por 3 a 0 sobre a Jacuipense, no Allianz Parque. Ramón Sosa foi o protagonista da noite, convertendo dois pênaltis e consolidando sua posição como nova referência ofensiva da equipe comandada por Abel Ferreira.

Eficiência cirúrgica na área

Sosa demonstrou frieza exemplar nas duas cobranças de pênalti. O primeiro, aos nove minutos, estabeleceu o controle tático do jogo. O segundo, aos 54 minutos da etapa final, selou a classificação palmeirense. Entre os dois gols, Felipe Anderson ampliou aos 53 da primeira etapa, aproveitando a superioridade numérica após expulsão de JP Talisca aos 36 minutos.

Eficiência cirúrgica na área Sosa marca dois e se firma como nova ref
Eficiência cirúrgica na área Sosa marca dois e se firma como nova ref

A movimentação do paraguaio revela um atacante que compreende os espaços. Sua atuação como pivô fixo criou lacunas na linha defensiva adversária. O Palmeiras registrou 68% de posse de bola e 14 finalizações, com Sosa responsável por quatro tentativas ao gol.

Números que impressionam na temporada

Conforme levantamento do SportNavo, Sosa soma oito gols em 12 jogos nesta temporada, média de 0,67 por partida. Comparado ao rendimento de outros atacantes do elenco palmeirense, o paraguaio supera estatisticamente Flaco López (três gols em nove jogos) e Rony (dois gols em sete partidas).

A taxa de conversão de Sosa impressiona: 22,8% das finalizações resultam em gol. Na Copa do Brasil, são três gols em duas partidas, consolidando-o como artilheiro da competição pelo Verdão. Seus números de passes na área adversária também chamam atenção: 4,2 por jogo, indicando presença constante nas zonas de finalização.

Sistema tático potencializa características

Abel Ferreira ajustou o esquema tático para maximizar o potencial de Sosa. O 4-3-3 com falso nove permite ao paraguaio recuar para buscar o jogo, criando superioridade numérica no meio-campo. Essa movimentação libera espaços para as infiltrações de Raphael Veiga e Felipe Anderson.

A compactação defensiva do Palmeiras também favorece as transições ofensivas. Com uma linha de pressão alta, a equipe recupera a posse em setores avançados, facilitando o trabalho de Sosa na área. Contra a Jacuipense, 73% das recuperações de bola aconteceram no campo de ataque.

Perspectivas para sequência da temporada

O desempenho de Sosa projeta-se como diferencial na busca palmeirense por títulos. Sua versatilidade tática permite variações no sistema ofensivo, seja como referência central ou em movimentações mais livres pelas beiradas do campo.

A classificação praticamente garantida na Copa do Brasil - mesmo uma derrota por dois gols na volta não comprometeria a vaga - permite ao técnico português dosificar o elenco. Sosa emerge como peça fundamental nessa rotação, oferecendo garantia de gols em competições simultâneas.

O confronto de volta contra a Jacuipense está marcado para 13 de maio, às 21h30, no Estádio do Café, em Londrina. Com a vantagem construída no Allianz Parque, o Palmeiras pode focar na preparação para os próximos desafios do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.