Resistiu. E essa resistência, lida hoje com um ano de distância, carrega mais significado do que qualquer tabela de classificação daquele janeiro de 2025 conseguia expressar. O Suzano Volei venceu o Guarulhos por 3 sets a 2 na 13ª rodada da Superliga Masculina, e aquele placar final — disputado ponto a ponto até o quinto set — ficou registrado como mais do que um simples resultado de tabela.
O nome que ficou marcado
Jogos de cinco sets não se resolvem por acaso. Eles exigem que alguém, em algum momento, assuma o jogo nas mãos — e é razoável imaginar que, naquela tarde de 15 de janeiro de 2025, o Suzano dependeu de um ou dois atletas para sustentar a virada emocional que um 2 a 2 no placar sempre impõe. Sem os dados individuais registrados nos lances disponíveis, o que se sabe com certeza é o resultado: o time de Suzano não deixou o adversário fechar o jogo e foi ao quinto set para decidir.
Nesse tipo de partida, o protagonismo técnico costuma aparecer no bloqueio e no saque — as duas fundações táticas que mais pesam em sets equilibrados. Provavelmente, o atleta que ficou marcado naquela noite foi aquele capaz de manter consistência nos momentos de maior pressão. A Superliga Masculina, em sua 13ª edição, já havia consolidado um padrão de jogo intenso, e o Suzano precisava de alguém que sustentasse o ritmo quando o Guarulhos pressionava.
O lado oposto, que rivalizou no roteiro
O Guarulhos não perdeu de goleada — e esse dado, por si só, diz muito. Chegar ao quinto set diante do Suzano, em janeiro de 2025, significava que o time visitante tinha recursos táticos para incomodar e, por dois sets consecutivos, provavelmente esteve à frente no placar parcial. É razoável imaginar que o ginásio sentiu a tensão crescer quando o placar chegou a 2 a 2.
O Guarulhos daquela temporada vinha construindo sua identidade dentro de um grupo cada vez mais competitivo na Superliga. Perder por 3 a 2 depois de ter chegado ao quinto set pode ser lido de duas formas: como derrota dolorosa ou como sinal de evolução coletiva. Com um ano de distância, fica claro que o time de Guarulhos entregou uma atuação que não foi de equipe dominada — foi de equipe que disputou cada ponto.
Os outros 20 que entraram em campo
Um jogo de cinco sets consume elenco. As substituições, os líberos em pressão constante, os ponteiros que precisam manter ritmo de ataque no quinto set com as pernas pesadas — tudo isso compõe um cenário coletivo que raramente aparece nos títulos do dia seguinte. A 13ª rodada da Superliga 2024/2025 foi disputada em meados de janeiro, quando o calendário já havia cobrado seu preço físico de ambas as equipes.
Provavelmente, as equipes técnicas dos dois times usaram o banco de reservas de forma estratégica ao longo dos sets intermediários — seja para dar fôlego a atacantes desgastados, seja para tentar mudar o padrão de saque e recepção. Esse tipo de gestão de elenco, invisível no placar final, costuma definir quem chega mais inteiro ao set decisivo. E, naquele 15 de janeiro, quem chegou foi o Suzano.
Onde estão hoje todos eles
Hoje, em julho de 2026, a Superliga Masculina já encerrou mais uma edição desde aquele confronto. Os atletas que disputaram aquele jogo de janeiro de 2025 passaram por uma temporada completa depois — com transferências, renovações e, para alguns, mudanças de clube que a janela do voleibol nacional sempre movimenta entre maio e agosto.
O Suzano Volei seguiu seu percurso dentro de uma Superliga cada vez mais disputada, com o calendário 2025/2026 trazendo novos desafios de elenco e orçamento. O Guarulhos, por sua vez, carregou as lições daquele quinto set para os meses seguintes. É razoável imaginar que aquela derrota por 3 a 2 — chegando tão perto de uma vitória histórica — serviu como combustível competitivo para o grupo que permaneceu no clube.
O que o tempo deixa claro é que partidas como essa, aparentemente comuns na 13ª rodada de uma fase de classificação, moldam mentalidades. Jogadores que passaram por um quinto set desse nível carregam uma referência interna de resistência que não aparece em estatística nenhuma — mas que aparece na hora que mais importa.
Com a Superliga Masculina 2026/2027 se aproximando no horizonte e o calendário de transferências em plena atividade, fica uma pergunta concreta para quem acompanha o voleibol nacional de perto: se Suzano e Guarulhos se encontrarem novamente numa fase decisiva da próxima Superliga, qual dos dois times terá aproveitado melhor as lições daquele quinto set de janeiro de 2025?













