Decidiu. E o Cruzeiro quer confirmar essa decisão em Buenos Aires. A Raposa entra em campo nesta terça-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), em La Bombonera, com 7 pontos no Grupo D da Libertadores 2026 — mesma pontuação da líder Universidad Católica, que leva vantagem apenas no saldo de gols — e o conforto de um 1 a 0 já construído no confronto direto contra o Boca Juniors. Do outro lado, o time xeneize soma 6 pontos e joga em casa, pressionado por uma eliminação precoce no Campeonato Argentino, onde caiu nas oitavas de final para o Huracán por 3 a 2 na prorrogação.

O vestiário celeste chega com moral e um desfalque estratégico

Nos bastidores do clube mineiro, o clima é de confiança construída por resultados recentes. Na última sexta-feira (16), a equipe comandada pelo técnico Artur Jorge empatou em 1 a 1 com o Palmeiras fora de casa, na Arena Barueri, pelo Brasileirão, com gol de Arroyo. Antes disso, o Cruzeiro eliminou o Goiás na Copa do Brasil e venceu o Bahia fora de casa na mesma competição nacional — uma sequência que indica solidez defensiva e capacidade de pontuar longe do Mineirão.

O problema para Artur Jorge é justamente Arroyo, expulso na rodada anterior da Libertadores contra a Universidad Católica, no Chile, e suspenso para o duelo em Buenos Aires. Sinisterra deve ocupar sua posição no ataque. Reparemos no detalhe: a escalação provável da Raposa mantém estrutura reconhecível — Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki; Gerson, Lucas Romero e Christian; Matheus Pereira, Sinisterra e Kaio Jorge — com um bloco médio que funciona como corredor estreito, forçando o adversário a construir pelo lado e raramente encontrando espaço central.

O Boca chega ao duelo com baixas que mudam o jogo antes do apito

O cenário xeneize, contudo, é mais complicado do que o placar de 6 pontos sugere. O técnico Claudio Ubeda não poderá contar com o centroavante Adam Bareiro, com Milton Giménez e com o volante Ascacibar, suspenso após ser expulso na derrota por 1 a 0 para o Barcelona-EQU fora de casa — resultado que já havia deixado o grupo em estado de alerta. A situação de Edinson Cavani e do chileno Carlos Palacios segue indefinida, e ambos são dúvida até a hora da partida.

A provável escalação do Boca aponta para: Leandro Brey; Marcelo Braida, Luciano Lollo, Ayrton Costa e Lautaro Blanco; Ander Herrera, Leandro Paredes, Milton Delgado e Tomás Aranda; Ángel Romero e Miguel Merentiel. Sem Bareiro — seu principal referencial ofensivo — o ataque xeneize perde verticalidade e fica dependente da criatividade de Paredes e da mobilidade de Merentiel. O ex-jogador Zé Elias projeta vitória do time argentino por 2 a 1, mas os dados de momento e de desfalques pesam contra esse prognóstico.

O vestiário celeste chega com moral e um desfalque estratégico A Raposa vai à Bo
O vestiário celeste chega com moral e um desfalque estratégico A Raposa vai à Bo

O que cada resultado significa para o grupo D

A mesa de decisão está posta com clareza matemática. Uma vitória do Cruzeiro em La Bombonera praticamente encerra qualquer discussão sobre a classificação da equipe, que chegaria a 10 pontos antes da rodada final. Um empate, dada a vantagem no confronto direto, também coloca a Raposa em posição muito confortável — o SportNavo calculou que, nesse cenário, o Cruzeiro precisaria de um colapso improvável na última rodada para ser eliminado. Já uma derrota reabre a chave e torna a última rodada um jogo de vida ou morte, com Boca e Cruzeiro empatados em pontos e o confronto direto como critério de desempate.

O jogo tem transmissão exclusiva pelo Paramount+ (streaming). Quem avançar nesta terça-feira com resultado positivo chega à sexta e última rodada do Grupo D com o destino nas próprias mãos — e o Cruzeiro, com a vantagem do 1 a 0 já no bolso, tem razão histórica e matemática para acreditar que pode fechar a classificação antes mesmo do apito final da fase de grupos.