Os representantes do São Paulo chegaram ao aeroporto de Guarulhos na madrugada de 1º de maio para receber Robert Arboleda. O zagueiro equatoriano tinha passagem comprada com chegada prevista para 00h30, mas não embarcou. Seguiu em Guayaquil, sem dar satisfação ao clube.
Uma viagem não autorizada que virou um imbróglio jurídico
Arboleda deixou o Brasil em abril sem autorização do São Paulo. O clube, tentando evitar qualquer brecha contratual que pudesse ser usada pelo atleta em uma disputa judicial, pagou o salário de abril normalmente — mesmo com o zagueiro fora do país sem aval da diretoria. O Tricolor também enviou uma notificação formal ao jogador, estipulando prazo de 10 dias para reapresentação.
O período foi considerado tecnicamente suficiente para que Arboleda saísse de Esmeraldas, cidade do interior equatoriano onde estava, viajasse até Guayaquil e pegasse um voo para São Paulo. A passagem foi comprada. O destino, acordado. O zagueiro, porém, não apareceu.
"Arboleda não voltou na data marcada e segue em Guayaquil", informou o jornalista Gabriel Sá, que divulgou inicialmente a ausência do defensor no aeroporto.
A rescisão que quase aconteceu
O São Paulo havia encaminhado uma rescisão amigável com Arboleda nas semanas anteriores. As partes chegaram a um acordo, mas a negociação foi cancelada depois que o agente do jogador, Pepe Chamorro, tentou alterar termos já definidos. A mudança de última hora inviabilizou o acerto e transformou uma saída que seria tranquila em um desgaste institucional crescente.
Segundo apuração do SportNavo, a diretoria tricolor aguarda agora uma posição do empresário Pepe Chamorro para definir os próximos passos. A cúpula do clube está mais irritada do que antes e não descarta medidas mais duras caso o impasse persista.
Medidas disciplinares e o peso jurídico do caso
Do ponto de vista jurídico, a situação do São Paulo está estruturada para resistir a qualquer contestação de Arboleda. O pagamento do salário de abril, a notificação formal com prazo determinado e a passagem comprada pelo clube compõem um conjunto de evidências que reforçam a posição tricolor em um eventual processo trabalhista.
O zagueiro equatoriano tem contrato com o São Paulo e, ao não se reapresentar, incorre em falta grave prevista no regulamento da CBF e na legislação trabalhista brasileira. Dependendo da postura que Arboleda adotar nas próximas semanas, o clube pode rescindi-lo por justa causa — o que eliminaria qualquer obrigação de pagamento de multa rescisória ou indenização.
"A diretoria são-paulina ficou ainda mais irritada com a situação", apurou a ESPN, descrevendo o clima interno após a ausência do zagueiro no aeroporto na madrugada de 1º de maio.
O impacto no elenco e o que vem pela frente
Arboleda não integra os planos técnicos do São Paulo para a temporada. A indefinição, no entanto, ocupa espaço na pauta da diretoria em um momento em que o clube precisa de foco. O Tricolor enfrenta o Bahia no dia 3 de maio, às 16h, no Campeonato Brasileiro, e o O'Higgins no dia 7 de maio, às 19h, pela Sul-Americana — partidas que exigem atenção total do departamento de futebol.
Na análise do SportNavo, enquanto Chamorro não se sentar com a diretoria e apresentar uma solução concreta, o São Paulo seguirá com um contrato ativo para um atleta que está no Equador sem autorização, pagando salários sem contrapartida esportiva. O próximo passo definido pelo clube é aguardar o contato do empresário — mas a paciência, segundo fontes próximas à cúpula, está no limite.








