30 dias — esse é o período em que Robert Arboleda ficou ausente do São Paulo sem apresentar justificativa formal ao clube. O zagueiro equatoriano se reapresentou ao CT da Barra Funda nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, e foi recebido com reunião disciplinar, multa financeira e treinos separados do elenco principal.
O diagnóstico do momento
A ausência de Arboleda começou em 4 de abril, quando o defensor não se apresentou para a partida contra o Cruzeiro. Dias depois, o clube constatou que ele havia viajado ao Equador sem autorização da diretoria tricolor. O contato com o São Paulo foi praticamente inexistente durante todo o mês.
Na reapresentação desta segunda-feira, dirigentes do Tricolor reuniram-se com o atleta e comunicaram a aplicação imediata de multa financeira, com desconto proporcional a todos os dias não trabalhados. A diretoria avalia a aplicação de sanções adicionais, conforme apuração do SportNavo.

"A diretoria repreendeu o jogador de forma direta e o informou sobre a aplicação de multa financeira pelo período em que esteve ausente", segundo fontes internas ao CT da Barra Funda.
Antes de qualquer retorno às atividades coletivas, Arboleda será submetido a bateria de exames médicos e testes físicos para verificar sua condição atual — o clube precisa saber se o zagueiro retornou com alguma lesão não comunicada previamente.
Os fatores que explicam o quadro
Arboleda tem vínculo com o São Paulo até dezembro de 2026 e salário estimado em R$ 800 mil mensais. Com 30 dias de ausência sem justificativa, o valor descontado pode superar R$ 800 mil apenas neste primeiro ciclo de punições — quantia equivalente a mais de 40% do que o clube investiu na contratação de um zagueiro reserva na última janela de transferências.
O equatoriano, 35 anos, foi contratado pelo Tricolor em 2018 por cerca de € 1,5 milhão (R$ 6,3 milhões na cotação da época), proveniente do LDU Quito. Seu valor de mercado, segundo o Transfermarkt, hoje está estimado em € 800 mil — queda de 47% em relação ao pico de € 1,5 milhão registrado entre 2021 e 2022.
O episódio ocorre em momento sensível para a defesa são-paulina. O São Paulo já havia perdido espaço para Arboleda no onze inicial antes do sumiço, mas a ausência prolongada desorganizou o planejamento de trabalho do técnico e gerou desgaste interno de difícil reversão.
"Internamente, já existe o entendimento de que o defensor não deve mais atuar com a camisa do São Paulo", segundo fontes da diretoria tricolor ouvidas pelo SportNavo.
Os cenários possíveis daqui
Mesmo aprovado nos exames médicos, Arboleda não será reintegrado ao grupo principal. O planejamento do clube prevê treinos em horários alternativos, separado dos titulares e reservas convocados pelo técnico. A diretoria já comunicou ao atleta que ele não está nos planos para o restante da temporada 2026.
O contrato vigente até dezembro de 2026 cria um nó jurídico. Uma rescisão unilateral pelo clube exigiria pagamento de indenização proporcional ao período restante — aproximadamente R$ 5,6 milhões em salários brutos até o fim do vínculo. Uma rescisão consensual, com abatimento das multas já aplicadas, é o caminho que o São Paulo prefere, mas depende de negociação com o jogador e sua representação.
Clubes do Equador e do futebol árabe já foram mencionados nos bastidores como possíveis destinos, mas nenhuma proposta formal foi apresentada até o momento. A janela de transferências internacional de meio de ano abre em julho, o que dá ao São Paulo cerca de dois meses para equacionar a situação antes de precisar manter o atleta em condição paralela indefinidamente.
O próximo compromisso do São Paulo no Brasileirão 2026 está programado para o fim de semana de 10 e 11 de maio. Arboleda não integra nenhuma lista de relacionados e, nas condições atuais, não há perspectiva de convocação enquanto o imbróglio contratual não for resolvido.








