A recusa do Athletico Paranaense em negociar Kevin Viveros, mesmo diante de propostas que ultrapassam US$ 18 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões), expõe uma mudança paradigmática na gestão econômica dos clubes brasileiros. O presidente Mario Celso Petraglia confirmou o interesse de gigantes nacionais, sinalizando que a retenção de talentos tornou-se estratégia de sustentabilidade financeira superior às vendas imediatas.

O mercado aquecido em torno do colombiano

Segundo levantamento do SportNavo, Flamengo e Corinthians figuram entre os principais interessados no atacante de 23 anos, que chegou ao Brasil em 2025 vindo do Atlético Nacional. As sondagens dos clubes carioca e paulista confirmam a valorização exponencial de Viveros, cujas performances na temporada elevaram sua cotação no mercado interno e externo.

"Praticamente todos os times com poder de investimento já demonstraram interesse", revelou fonte próxima à diretoria atleticana.

Os números econômicos envolvidos nas negociações refletem a inflação do mercado brasileiro, onde clubes com receitas anuais superiores a R$ 500 milhões disputam ativos considerados estratégicos. O Flamengo, com faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2024, possui capacidade financeira para operações dessa magnitude, enquanto o Corinthians busca reforços de impacto após reestruturação administrativa.

A estratégia econômica da permanência

A decisão de Petraglia representa ruptura com o modelo tradicional de "clube formador-vendedor" que caracterizou o futebol paranaense nas últimas décadas. Dados da CBF indicam que clubes brasileiros negociaram R$ 2,8 bilhões em transferências durante 2024, mas o Athletico opta por valorização patrimonial através da retenção.

O contrato de Viveros, válido até 2028, oferece margem para renegociação salarial sem pressão por venda imediata. Esta abordagem alinha-se com políticas de clubes europeus, onde a permanência de jogadores-chave sustenta competitividade e receitas de marketing. O atacante registrou 18 gols e 7 assistências na temporada, números que justificam o investimento na renovação.

Análises do mercado sul-americano mostram que jogadores colombianos valorizaram 45% nos últimos dois anos, impulsionados pela exposição internacional da seleção nacional. Viveros beneficia-se desta tendência, com scouts europeus monitorando regularmente suas atuações pelo Furacão.

Impactos da decisão no planejamento atleticano

A manutenção de Viveros no elenco representa investimento estimado em R$ 15 milhões anuais entre salários, luvas e custos operacionais, conforme apuração do SportNavo. Este montante, inferior às propostas recebidas, permite ao clube diluir gastos enquanto explora potencial de valorização futura do atleta.

O modelo adotado pelo Athletico ecoa estratégias de clubes como Palmeiras e Fluminense, que priorizaram estabilidade de elencos em detrimento de vendas pontuais. Dados da Confederação Brasileira de Futebol revelam que equipes com menor rotatividade de jogadores apresentaram rendimento 23% superior em competições nacionais entre 2022 e 2024.

O mercado aquecido em torno do colombiano Athletico recusa R$ 100 milhões por Vi
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A permanência de Viveros impacta diretamente a preparação para a temporada 2025, onde o Athletico disputará Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e Série A. O atacante figura como peça central no esquema tático, ocupando posição de referência no ataque que gerou 67% dos gols da equipe na última temporada.

O Athletico inicia os trabalhos de pré-temporada no próximo dia 15 de janeiro, no CT do Caju, com Viveros confirmado entre os 28 atletas relacionados para o período preparatório. A estreia oficial acontece em 19 de janeiro, contra o Coritiba, no clássico que abrirá o Campeonato Paranaense de 2025.