O tornozelo ainda inchava quando o Palmeiras já divulgava o boletim médico. Benedetti deixou o campo no Estádio do Café durante a goleada de 4 a 1 sobre o Jacuipense, pela Copa do Brasil, e os exames de imagem realizados nas horas seguintes confirmaram o diagnóstico: entorse com lesões ligamentares no tornozelo direito. A boa notícia, segundo o clube, é que procedimento cirúrgico foi descartado. A tendência é que o jovem zagueiro fique fora por até um mês, retornando após a pausa para a Copa do Mundo de Clubes, prevista para o fim de maio.
O que a lesão de Benedetti revela sobre a zaga do Palmeiras agora
Benedetti ocupava a quarta posição na hierarquia de zagueiros do elenco alviverde. À sua frente estão o capitão Gustavo Gómez e Murilo, dupla titular consolidada por Abel Ferreira, e Bruno Fuchs, reserva imediato com maior minutagem acumulada na temporada. Na prática, a lesão não desmonta o plano tático de Abel para o curto prazo — o time segue com três opções funcionais no setor —, mas retira da equipe uma alternativa que vinha ganhando exposição justamente nos jogos de menor pressão competitiva, como o confronto contra o Jacuipense.
Segundo apuração do SportNavo, Benedetti é produto direto da Academia do Palmeiras, clube que investe sistematicamente na formação de zagueiros com saída pelo alto e capacidade de construção desde a linha de fundo — perfil que o próprio Murilo exemplifica no time principal. O jovem percorreu as categorias sub-17 e sub-20 do clube antes de ser relacionado para o profissional, trajetória que reforça o critério seletivo da base alviverde.
As próximas semanas e quem preenche a lacuna deixada pela Cria da Academia
Com Benedetti fora, o cenário das próximas rodadas do Brasileirão 2026 e da Copa do Brasil coloca Bruno Fuchs como único escudo imediato atrás de Gómez e Murilo. O zagueiro de 26 anos, contratado junto ao Red Bull Bragantino, tem sido utilizado pontualmente por Abel Ferreira e acumula participações suficientes para assumir a reserva sem ruptura no sistema defensivo.
A ausência de Benedetti também abre espaço para que outros jovens da base sejam monitorados mais de perto pela comissão técnica. Em categorias de base, a lógica de progressão do clube indica que zagueiros com passagem consistente pelo sub-20 costumam ser chamados ao grupo profissional em períodos de desgaste do calendário — e o Palmeiras, com Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão rodando em paralelo, vive exatamente esse cenário no segundo semestre.
O horizonte da temporada e o que muda no mapa da defesa palmeirense
A pausa para o Mundial de Clubes, marcada para o fim de maio, funciona aqui como um corredor estreito como pulmão de tatu: todo o elenco passa por ele ao mesmo tempo, comprimido, antes de emergir na segunda metade da temporada. Para Benedetti, esse intervalo é cirúrgico no sentido positivo — o período de recuperação se encaixa quase perfeitamente na janela de paralisação, o que minimiza o número de jogos que ele efetivamente perderá.
A questão de médio prazo é outra. Benedetti tem potencial reconhecido internamente para crescer na fila da zaga, mas precisará provar regularidade física em uma temporada que ainda tem Copa do Brasil, fase de grupos da Libertadores e o restante do Brasileirão pela frente. Zagueiros jovens que chegam ao profissional com histórico de categorias de base bem percorridas — como é o caso dele — geralmente têm uma janela de 12 a 18 meses para consolidar minutagem real antes que o clube decida entre apostar ou emprestar.
O Palmeiras volta a campo pelo Brasileirão 2026 no fim de semana, e Abel Ferreira deve manter Gómez e Murilo como titulares. Benedetti, sem previsão de retorno antes do intervalo do Mundial de Clubes, assiste de fora o momento mais denso do calendário alviverde.










