O Botafogo corre risco de perder Alexander Barboza sem receber nenhuma transferência. O zagueiro argentino de 31 anos tem contrato apenas até dezembro de 2026 e pode assinar pré-contrato com qualquer clube a partir de julho. O Palmeiras já demonstrou interesse no defensor e avalia fazer proposta ainda na janela de meio de ano.
A situação reflete diretamente a crise financeira do clube carioca. Com R$ 2,7 bilhões em dívidas, o Botafogo não conseguiu atender ao pedido de valorização salarial de Barboza para renovar o vínculo. O jogador se tornou ídolo alvinegro após os títulos da Libertadores e Brasileirão em 2024, somando 117 partidas e quatro gols em duas temporadas.
Palmeiras define estratégia para contratação
O clube paulista trabalha com duas possibilidades para ter Barboza. A primeira envolve negociação direta com o Botafogo na janela de julho, oferecendo valor pela transferência imediata. A segunda opção é aguardar o fim do contrato e contratar o jogador sem custos de transferência.
A estratégia palmeirense também depende da contratação de Nino, zagueiro do Zenit da Rússia considerado prioridade. Caso não consiga liberá-lo do clube russo, o Palmeiras antecipará a chegada de Barboza para o meio do ano. O argentino já disputou nove partidas do Brasileirão e pode atuar mais três vezes pelo Botafogo antes de atingir o limite de 12 jogos por clube na competição.
Histórico de perdas sem retorno financeiro
O caso Barboza não é isolado na gestão recente do Botafogo. Segundo apuração do SportNavo, o clube perdeu outros atletas importantes sem receber transferências nos últimos anos, agravando ainda mais sua situação financeira. A renovação tardia de contratos tem sido padrão problemático na administração alvinegra.
Dirigentes botafoguenses ainda não foram procurados oficialmente pelo Palmeiras, mas têm conhecimento do interesse. O clube carioca mantém intenção de renovar com Barboza, porém reconhece que o cenário atual é desfavorável devido às limitações orçamentárias e à proximidade do fim do vínculo.
Impacto da crise nas renovações
Os R$ 2,7 bilhões em dívidas limitam severamente a capacidade de investimento do Botafogo em salários. A situação força o clube a priorizar apenas renovações consideradas absolutamente essenciais, deixando jogadores importantes como Barboza em segundo plano nas negociações contratuais.
O zagueiro se estabeleceu como peça fundamental no esquema tático que conquistou os dois principais títulos de 2024. Sua saída representaria não apenas perda técnica significativa, mas também desperdício de ativo financeiro que poderia gerar receita importante para equilibrar as contas do clube.
A negociação com Barboza se torna teste para a nova gestão financeira do Botafogo. O próximo mês será decisivo para definir se o clube conseguirá reverter a situação e manter seu ídolo, ou se assistirá mais uma vez a saída gratuita de atleta valorizado no mercado.









