Dois desfalques por suspensão, um goleiro reserva como opção defensiva e o peso de encerrar a temporada na Serie A já rebaixado à B. Esse é o cenário do Pisa neste domingo (17), às 12h (horário de Brasília), quando recebe o Napoli na Arena Garibaldi. Do outro lado, Conte chega com um trunfo de volta ao bolso — e a pressão de não desperdiçar mais pontos na briga por vaga na Champions League.
O que o Napoli jogou antes e o que muda agora
Na temporada passada, o Napoli de Conte também chegou a situações de pressão semelhantes nas rodadas finais — e o padrão de resposta sempre passou pelo controle de posse e compactação em bloco médio. Desta vez, o contexto é diferente porque o plantel evoluiu: a chegada de Kevin De Bruyne no mercado de inverno adicionou um pivô criativo entre as linhas que o modelo anterior simplesmente não tinha. O belga sofreu um trauma contusivo com ferimento lacero-contuso na arcada superciliar direita no jogo anterior e ficou de fora contra o Bologna. Agora, segundo o Corriere dello Sport, está recuperado e entra no lugar de Giovane.
O esquema base segue sendo o 3-4-2-1. Milinkovic-Savic na meta; Di Lorenzo, Rrahmani e Buongiorno na linha de três; Spinazzola e Gutierrez nas alas — ainda com dúvida sobre qual joga à direita; Lobotka e McTominay na dobradinha de contenção; De Bruyne e Alisson Santos como trequartistas; Hojlund como referência central. Politano cumpre suspensão automática. Lukaku segue indisponível.
"Os dois únicos ajustes na formação devem ser Spinazzola pelo suspenso Politano e De Bruyne por Giovane no ataque", sintetizou o Corriere dello Sport, citado pelo portal SosFanta.
O Pisa e o buraco tático deixado pelos suspensos
Oscar Hiljemark perde Bozhinov e Loyola, ambos expulsos na derrota para o Cremonese. A ausência de Loyola na faixa direita é a mais sensível: o jogador acumulava alta taxa de duelos ganhos e servia como válvula de saída na transição ofensiva. Para cobrir o flanco, Leris aparece como favorito nas fontes consultadas, com Calabresi assumindo posição na zaga — Coppola sentiu desconforto físico e é dúvida.

O 3-5-2 é o esquema mais provável, com Aebischer retornando à titularidade no centro do campo ao lado de Akinsanmiro e Vural. A dupla de ataque deve ser Moreo e Stojilkovic. Hiljemark também avalia um 3-4-2-1 como variante, mas o déficit de pessoal limita as opções… e aí vem o problema.
Prováveis escalações para o confronto
PISA (3-5-2): Semper; Calabresi, Caracciolo, Canestrelli; Leris, Akinsanmiro, Aebischer, Vural, Angori; Moreo, Stojilkovic. Suspensos: Bozhinov, Loyola. Indisponíveis: Denoon, Tramoni.
NAPOLI (3-4-2-1): Milinkovic-Savic; Di Lorenzo, Rrahmani, Buongiorno; Spinazzola, Lobotka, McTominay, Gutierrez; De Bruyne, Alisson Santos; Hojlund. Suspenso: Politano. Indisponível: Lukaku.
O que os dados dizem sobre o desequilíbrio entre os sistemas
O Napoli registrou média de 58% de posse de bola nos últimos cinco jogos da Serie A — um número que, comparado ao desempenho do Pisa no mesmo período (42%), equivale à diferença entre a extensão de Pernambuco e a do Sergipe: parecem próximos no mapa, mas não são a mesma coisa em termos de território e controle. O levantamento do SportNavo sobre os sistemas mostra que o 3-4-2-1 de Conte cria linhas de pressão alta com os dois trequartistas adiantados, enquanto o 3-5-2 do Pisa tende a recuar o bloco e apostar em transições rápidas — exatamente o que Hojlund e De Bruyne são treinados para anular ao pressionar a saída de bola.
"O Napoli se apresentará a Pisa praticamente ao completo, com exceção de Politano", confirmou a mesma fonte do Corriere do Sport.
Uma vitória neste domingo coloca o Napoli matematicamente garantido entre os quatro primeiros da Serie A, assegurando a vaga na próxima edição da Champions League. O clube ainda briga pelo segundo lugar, perdido momentaneamente após o empate com o Como e a derrota para o Bologna. O jogo começa às 12h no horário de Brasília, com transmissão para o Brasil pela ESPN e Disney+.










