Três coisas: um golpe em casa, uma resposta fora e uma série que vai até o limite. Tudo se explica daí.
No Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, na noite desta quarta-feira (13), o Flamengo construiu uma vitória de 96 a 88 sobre o Brasília que tem mais camadas do que o placar sugere. O resultado empatou a série melhor de 5 nas quartas de final do NBB em 2 a 2, forçando um quinto e decisivo confronto marcado para sexta-feira (15), às 20h30 (horário de Brasília) — novamente no Nilson Nelson, onde o time da casa tem vantagem por ter terminado a fase regular na quarta posição, contra o quinto lugar do Rubro-Negro.
Como o Flamengo construiu a vitória ponto a ponto
O primeiro período terminou empatado em 23 a 23, um sinal de que o Brasília não cederia espaço facilmente. Foi no segundo quarto que o Flamengo encontrou o caminho: melhorou a marcação, aumentou a intensidade no ataque e abriu 26 a 19 na parcial, chegando ao intervalo com sete pontos de vantagem. No terceiro, o script quase virou — o Brasília reagiu e fez 27 a 25, reduzindo a diferença para apenas cinco pontos antes do quarto final.
O quarto decisivo foi do Flamengo sem discussão.
Jhonatan dominou o garrafão nos rebotes, Baralle acertou arremessos de três em momentos cruciais e Cummings foi o motor ofensivo que o time precisava para abrir a vantagem e não deixar o Brasília respirar. A combinação dos três protagonistas no período final explica por que o Rubro-Negro conseguiu transformar cinco pontos de frente em oito de diferença no apito final.
O peso do jogo 3 e o que a derrota em casa revelou
A série carrega uma ironia incômoda para o Flamengo: o time perdeu justamente quando jogava no Maracanãzinho, no jogo 3, depois de ter vencido o jogo 2 também em casa. O Brasília havia aberto a série vencendo o primeiro confronto no Nilson Nelson, o que tornava a derrota rubro-negra no Rio ainda mais dolorosa — significava entregar ao adversário a vantagem da decisão no próprio território.
O levantamento de dados do SportNavo sobre o histórico do Flamengo no NBB mostra que o time tem desempenho consistentemente superior quando joga no Maracanãzinho em séries de playoffs, o que torna a derrota no jogo 3 uma anomalia que o próprio grupo precisou digerir antes de embarcar para Brasília.
Segundo o ambiente do vestiário rubro-negro após o jogo 4, o grupo tratou a vitória como uma resposta coletiva ao tropeço em casa — a mensagem interna foi de que o time havia se cobrado mutuamente para não deixar a série escapar.
O Maracanãzinho como fator e o que está em jogo na sexta
Há uma questão tática que vai além do placar: o jogo 5 acontece no Nilson Nelson, não no Maracanãzinho. Isso significa que o Flamengo precisará repetir o que fez nesta quarta — vencer fora de casa, em ambiente hostil, sem a energia da torcida rubro-negra nas arquibancadas. A vitória desta quarta-feira prova que o time tem capacidade para isso, mas fazê-lo numa partida eliminatória, sem margem para erro, é um desafio de outra magnitude.
O vencedor da série enfrenta na semifinal o classificado do confronto entre Franca e São Paulo, que também está empatado em 2 a 2 — o que significa que o caminho até a final do NBB passa por mais uma série equilibrada, independentemente de quem avançar.
Nas palavras de Cummings após o apito final, segundo informações do entorno da equipe, o time entrou no quarto período com a mentalidade de que não havia mais margem para administrar — era para atacar e decidir.
O jogo 5 entre Flamengo e Brasília acontece na sexta-feira, 15 de maio, às 20h30, no Ginásio Nilson Nelson. Em 15 de maio saberemos quem vai às semifinais do NBB.










