Quarenta milhões de libras — cerca de R$ 270 milhões na cotação atual. Esse é o valor pelo qual o Wolverhampton avalia João Gomes, o ativo mais caro do clube após o rebaixamento confirmado na 34ª rodada da Premier League. O volante de 23 anos não jogará na Championship e já tem conversas avançadas com pelo menos dois clubes europeus.
Crystal Palace entra na disputa com conexão interna
O Crystal Palace, atual campeão da FA Cup e da Community Shield, mantém conversas com o estafe de João Gomes há meses. O interesse dos londrinos surgiu pela primeira vez na janela de transferências de janeiro, mas o clube foi considerado incapaz de arcar com os 40 milhões de libras exigidos pelos Wolves na época.

O cenário mudou. A venda de Marc Guéhi para o Manchester City e a iminente transferência de Adam Wharton devem liberar fôlego financeiro suficiente para o Palace formalizar uma proposta. Até o momento, nenhuma oferta oficial chegou ao Wolverhampton pelo brasileiro.
Há um elo institucional relevante nessa negociação: Matt Hobbs, atual diretor esportivo do Crystal Palace, passou dez anos na diretoria do Wolverhampton. Foi durante o mandato de Hobbs que João Gomes foi contratado pelos Wolves, em janeiro de 2023. A relação de confiança pode acelerar tratativas nos próximos meses.
Atlético de Madrid monitora desde janeiro
O clube espanhol acompanha o volante desde a última janela de inverno, segundo apuração do SportNavo com base em informações do mercado europeu. O interesse colchonero se mantém ativo, mas qualquer movimentação formal só ocorreria para a virada da temporada. Neste momento, não há um favorito consolidado na disputa pela assinatura do camisa 8.
A existência de dois destinos de alto nível — um na Premier League, outro na La Liga — fortalece a posição do Wolverhampton na negociação e reduz a chance de uma venda abaixo do valor de mercado estipulado.
Cláusula de rebaixamento corta salário pela metade
O contrato de João Gomes com os Wolves inclui cláusula padrão de redução salarial de aproximadamente 50% em caso de rebaixamento. A medida, comum em contratos da Premier League, tornaria financeiramente inviável para o jogador permanecer no clube mesmo que houvesse interesse esportivo em contribuir com a volta à elite. O impacto direto no bolso é um dos fatores decisivos para a saída.
André, outro volante brasileiro titular da equipe, está na mesma situação. O ex-Fluminense também deve ser negociado. Os Wolves precisam equilibrar as finanças após o rebaixamento, e a dupla do meio-campo representa o maior valor de mercado no elenco atual. A janela do verão europeu será decisiva para o clube levantar caixa.
"João chegou ao clube durante o mandato de Hobbs, em janeiro de 2023" — detalhe apurado pela Trivela que reforça a conexão histórica entre o jogador e a atual diretoria do Crystal Palace.
Pedro Lima fica, brasileiros no Wolves se reduzem a um
O lateral Pedro Lima, jovem da base, segue trajetória oposta. O defensor deve ser aproveitado na Championship pela comissão técnica, que precisará reconstruir o elenco para a disputa da segunda divisão inglesa. Lima representa o perfil que o Wolves precisa manter: jogador em desenvolvimento, sem valor de mercado elevado e com contrato adequado à nova realidade financeira do clube.
A análise do SportNavo mostra que o Wolverhampton, ao abrir mão de João Gomes e André, perde os dois brasileiros com maior minutagem e relevância tática na temporada. O clube passa de três representantes do Brasil no elenco para, potencialmente, apenas um após o encerramento da janela de transferências.
A janela de transferências do verão europeu abre oficialmente em julho. O Crystal Palace tem prazo até 1º de setembro para concluir contratações. O Atlético de Madrid opera na mesma janela, e o Wolverhampton precisará resolver as saídas de João Gomes e André dentro desse período para registrar os recursos no balanço da temporada da Championship.










