Zakaria Labyad jogou com o mistério, mas entregou o suficiente: Memphis Depay já sabe o que fará quando seu contrato com o Corinthians encerrar, no meio de 2025. Em entrevista à ESPN Holanda, o atacante confirmou que o amigo tomou uma decisão — e que ele próprio já está por dentro.

"Ele já sabe (a decisão para o futuro), e eu sei também... Mas não vou entregar", brincou Labyad, que compartilhou as categorias de base com Memphis no PSV Eindhoven.

Uma amizade que vem da base holandesa

Labyad e Memphis se conheceram nas categorias jovens do PSV Eindhoven, na Holanda, e mantiveram a proximidade ao longo das carreiras. Quando o atacante naturalizado marroquino chegou ao Brasil para defender o Corinthians, a relação se aprofundou ainda mais — Labyad passou a funcionar como um interlocutor de confiança de Depay dentro do clube.

Na entrevista à emissora holandesa, Labyad não poupou elogios ao craque. Segundo ele, Memphis é, hoje, o maior jogador em atividade no futebol brasileiro.

"Quando ele chegou aqui, o Corinthians estava na zona do rebaixamento... Depois da chegada dele, terminaram em 8º lugar e ganharam três títulos. Para mim, para o clube e para as pessoas do Brasil, o Memphis é o maior jogador do Campeonato Brasileiro", afirmou Labyad.

Números que sustentam o argumento

Os dados reforçam a avaliação do amigo. Com a chegada de Depay, o Corinthians saiu da zona de rebaixamento e encerrou a última Série A na 8ª colocação. O clube ainda somou três títulos no período em que o holandês vestiu a camisa alvinegra. O atacante, avaliado pelo Transfermarkt em torno de € 8 milhões, chegou ao clube paulista sem custos de transferência, com luvas e salário em euros custeados em parte por parceiros comerciais.

A análise do SportNavo mostra que, em termos de valor de mercado agregado ao elenco e ao peso da marca do clube, Memphis representa o ativo individual mais relevante do Corinthians desde a saída de Cássio para o Cruzeiro, em 2023.

Renovação travada por falta de caixa

A permanência de Depay não depende apenas da vontade das partes. O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, foi direto ao ponto: o clube não dispõe de recursos próprios para bancar o salário do atacante e precisa de parceiros comerciais para viabilizar a renovação. Stabile chegou a afirmar publicamente que o Timão não tem "um tostão" de seu próprio caixa disponível para essa operação.

Labyad, ainda assim, sinalizou otimismo ao comentar a situação do amigo.

"O que posso dizer é que clube e jogador querem seguir juntos. Então, espero que as coisas deem certo", declarou o atacante.

O contrato atual de Memphis com o Corinthians vence em meados de 2025. Enquanto a renovação não é formalizada, o mercado europeu observa a situação — clubes de Turquia e do Oriente Médio historicamente monitoram jogadores nesse perfil quando se aproximam do fim de vínculo sem acordo à vista.

Uma amizade que vem da base holandesa Labyad revela que Memphis já decidiu fut
Uma amizade que vem da base holandesa Labyad revela que Memphis já decidiu fut

O que a torcida tem a perder ou a ganhar

Para a Fiel, a equação é simples: Memphis em campo eleva o patamar técnico do elenco e movimenta bilheteria. O Corinthians tem média de público superior a 40 mil pagantes nas partidas em que o holandês atua na Neo Química Arena, segundo dados da CBF referentes à última Série A. A saída dele criaria um vácuo difícil de preencher dentro do orçamento atual do clube, que segue comprometido com acordos de parcelamento de dívidas trabalhistas e fiscais.

Segundo apuração do SportNavo, o custo mensal do atacante gira em torno de R$ 3,5 milhões — valor que o Corinthians tenta dividir com patrocinadores máster e parceiros de licenciamento. Sem esse suporte, a renovação não sai do papel, independentemente da vontade declarada de ambos os lados.

O Corinthians volta a campo no próximo dia 30 de abril, às 21h (horário de Brasília), diante do Peñarol, na Neo Química Arena, pela fase de grupos da CONMEBOL Libertadores — jogo em que Memphis deve ser titular e que pode influenciar diretamente as negociações ao expor o atacante a olheiros europeus presentes nas transmissões internacionais do torneio.