7 de abril de 2026. Matheus Alexandre completa 27 anos enquanto o Remo ainda tenta consolidar sua campanha no Brasileirão Série B. Não é coincidência que o zagueiro nascido em Marília seja, neste momento, um dos ativos mais experientes da defesa azulina — são 31 jogos disputados na temporada atual, com um gol marcado e presença constante no sistema defensivo do clube paraense.
Início de carreira
Matheus Alexandre Anastácio de Souza construiu sua base profissional no Paraná. Pelo Coritiba, o zagueiro de 188 cm acumulou 12 jogos no Campeonato Paranaense e 21 partidas na Série A de 2022, além de duas aparições na Copa do Brasil — um volume razoável para um defensor ainda se firmando no futebol de primeira divisão.
A ruptura veio com a transferência para o Cuiabá. No Mato Grosso, Alexandre encontrou continuidade e regularidade. Em 2023, somou 35 jogos na Série A — seu pico de volume em uma única competição — além de participações na Copa do Brasil e na Copa Verde. Em 2024, manteve o ritmo: 32 jogos na Série A, duas partidas na Copa do Brasil, três na Copa Verde e cinco na CONMEBOL Sudamericana. A passagem pelo torneio sul-americano sinalizou que o clube confiava nele para compromissos de maior exposição.
Números que importam
Na temporada atual, Alexandre acumula 31 jogos, 1 gol e 0 assistências com a camisa do Remo na Série B. O dado de presença é o mais relevante: zagueiro que não joga não existe no mercado, e 31 aparições em uma temporada em andamento demonstra que o técnico o enxerga como titular.
Em termos de carreira documentada, os períodos no Cuiabá entre 2023 e 2024 representam o bloco mais denso de dados disponíveis:
- 2023 — Cuiabá (Série A): 35 jogos, 1 gol
- 2023 — Cuiabá (Copa Verde + Copa do Brasil): 7 jogos
- 2024 — Cuiabá (Série A): 32 jogos, 1 gol
- 2024 — Cuiabá (Sudamericana + Copa Verde + Copa do Brasil): 10 jogos, 1 assistência
- 2022 — Coritiba (Série A + Paranaense + Copa do Brasil): 35 jogos
- 2026 — Remo (Série B, temporada atual): 31 jogos, 1 gol
O padrão é claro: Alexandre é um defensor de alto volume. Poucos gols — apenas dois em toda a carreira antes desta temporada — e assistências escassas, mas presença constante. Para um zagueiro central no futebol brasileiro, isso tem valor de mercado.
Estilo de jogo
Com 188 cm, Alexandre reúne o físico padrão para a posição. Sua trajetória em clubes que disputaram Série A consecutivamente — Coritiba em 2022, Cuiabá em 2023 e 2024 — indica adaptação a esquemas que exigem saída de bola e marcação posicional. A passagem pela Sudamericana em 2024 expôs o zagueiro a jogos de maior intensidade tática, o que agrega ao currículo sem precisar de dramatização.
O fato de ter sido mantido pelo Cuiabá por dois anos seguidos na elite sugere que o clube o enxergava como peça confiável — não um titular incontestável, mas um defensor que entrega consistência e não cria ruído fora de campo. No Remo, a lógica parece a mesma: 31 jogos em uma temporada de Série B é resultado de confiança técnica, não de acaso.
Conquistas e momentos marcantes
As únicas conquistas documentadas na carreira de Alexandre são os títulos do Campeonato Mato-Grossense de 2023 e de 2024, ambos pelo Cuiabá. São troféus estaduais — não têm o peso de um título nacional —, mas representam o único registro de silverware disponível e indicam que o jogador esteve em elencos competitivos no centro-oeste do país por dois anos consecutivos.
A passagem pelo Cuiabá na Sudamericana de 2024 é o ponto mais alto em termos de exposição internacional. Cinco jogos no torneio da Conmebol, com uma assistência, colocam Alexandre em uma lista restrita de zagueiros brasileiros da Série A com experiência em competições sul-americanas antes dos 27 anos.
O que esperar daqui pra frente
O ciclo de Alexandre no Remo termina ao final da temporada 2026. Com 27 anos e 31 jogos na Série B já no currículo desta temporada, o zagueiro entra na janela de transferências de final de ano como um ativo com valor de mercado definido: experiente o suficiente para ser titular, jovem o suficiente para ter ciclos de contrato longos pela frente.
Clubes da própria Série B que buscam estabilidade defensiva são o destino mais provável. Uma eventual promoção do Remo abriria o cenário de retorno à Série A — o ambiente onde Alexandre demonstrou maior volume e regularidade entre 2022 e 2024. O histórico de dois anos seguidos na elite com o Cuiabá é o argumento mais sólido que um agente pode apresentar em uma negociação.
Do ponto de vista financeiro, zagueiros com perfil de titular na Série B e passagem documentada na Série A costumam operar em faixas salariais entre R$ 40 mil e R$ 80 mil mensais no mercado brasileiro atual, com contratos de 12 a 24 meses. Não há dados públicos sobre o vínculo atual de Alexandre com o Remo, mas a lógica contratual do clube e do perfil do jogador aponta para esse intervalo.
A conta fecha. Falta renovar o contrato.










