O contrato de Memphis Depay com o Corinthians expira em junho de 2026 e o clube ainda não entregou uma oferta formal ao atacante holandês. As conversas entre a diretoria alvinegra e o estafe do jogador avançaram em alguns pontos, mas a distância financeira entre as partes segue real — e o tempo para fechar o acordo está diminuindo.
A situação contratual de Memphis
Memphis Depay, 32 anos, chegou ao Corinthians no segundo semestre de 2024 com alto impacto de marketing e rendimento crescente em campo. O vínculo atual, assinado por período curto, não garante a continuidade além de meados deste ano. Sem renovação, o atacante fica livre para assinar com qualquer clube a partir de janeiro — ou sair sem custo de transferência ao término do contrato em junho.
O valor de mercado de Memphis, segundo o Transfermarkt, está estimado em aproximadamente €4 milhões, bem abaixo do pico de €60 milhões registrado em 2021 quando atuava no Barcelona. Ainda assim, seu salário segue em patamar elevado para os padrões do futebol brasileiro, o que torna a renovação um desafio financeiro direto para o Corinthians.
O modelo de negócio que o Timão quer usar
A estratégia da diretoria corintiana é não arcar sozinha com os custos da renovação. O clube busca que empresas do setor de apostas esportivas entrem como patrocinadoras da operação, pagando pelo direito de explorar a imagem de Memphis em suas campanhas. O mecanismo é semelhante ao usado em outras renovações e contratações do clube nos últimos anos.
A Esportes da Sorte, atual patrocinadora máster do Corinthians, demonstrou interesse em participar do arranjo, mas ainda não apresentou proposta oficial ao estafe do holandês. Uma segunda empresa do setor estaria em negociações mais avançadas, tanto com o clube quanto diretamente com o representante do jogador, segundo apuração do SportNavo.
O entendimento do lado do estafe de Memphis é claro: a operação só faz sentido se o Corinthians também entrar com aporte financeiro próprio. Deixar a conta inteiramente para os patrocinadores não é uma hipótese aceita pelos representantes do atleta.
Quanto custa manter Memphis em Itaquera
Fontes próximas às negociações não confirmaram o valor salarial exato em discussão, mas o padrão estabelecido em 2024 indicava remuneração mensal na casa de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões, incluindo luvas e direitos de imagem. Para um novo contrato de 12 meses — modelo mais provável —, o compromisso total giraria entre R$ 30 milhões e R$ 36 milhões brutos.

O Corinthians fechou 2025 ainda com dívida total acima de R$ 2 bilhões, segundo balanço divulgado pelo clube. A dependência de receita variável — como cotas de TV, bilheteria e patrocínio pontual — limita a margem de manobra da diretoria para comprometer folha salarial sem contrapartida externa garantida.

O que pode definir a permanência
Três variáveis concretas vão determinar o desfecho da negociação nas próximas semanas. A primeira é a confirmação de ao menos uma empresa de apostas com proposta formal e valor suficiente para cobrir parte relevante do salário. A segunda é a disposição do Corinthians de complementar esse montante com recursos próprios — algo que o estafe do jogador considera inegociável. A terceira é o interesse de outros clubes: Memphis tem nome reconhecido na Europa e não faltarão sondagens se o mercado de verão europeu abrir sem acordo assinado.
Conforme levantamento do SportNavo, o prazo interno do clube para estruturar a oferta e apresentá-la formalmente ao holandês é o mês de maio. Estourado esse limite sem acordo, cresce o risco de o atacante ouvir propostas externas — e o Corinthians voltar ao mercado em busca de uma alternativa para o setor ofensivo antes da segunda janela de transferências do Brasileirão 2026.








