Todo mundo sabe que Hulk assinou com o Fluminense até o fim de 2027 e já está treinando no CT Carlos Castilho. O que ninguém ainda conseguiu responder com precisão é como Luis Zubeldía vai encaixar um atacante de 39 anos, com o físico de um caminhão de passes, ao lado de Germán Cano — que voltou de lesão — e de John Kennedy, que vive sua melhor fase na temporada.

O que Hulk encontrou ao chegar ao Fluminense

Quando Hulk pisou no CT, o ataque tricolor já tinha dois nomes em alta. John Kennedy acumula atuações consistentes no Brasileirão 2026, enquanto Cano, após período fora por lesão, retoma o ritmo. O novo camisa 7 chega, portanto, para disputar posição — não para assumir uma vaga vazia.

A bancada do Seleção SporTV debateu o tema e o consenso foi claro: Hulk não é reforço de impacto imediato, mas de liderança e profundidade de elenco.

"É um líder", afirmaram os jornalistas do programa ao analisar o perfil do atacante dentro do grupo.
A leitura faz sentido: em times como Atlético-MG, Hulk funcionou como referência comportamental tanto quanto técnica.

Rodrigo Castillo também aparece na disputa pela posição de atacante, o que torna o setor ofensivo o mais concorrido do elenco de Zubeldía neste momento.

As formações possíveis e o dilema de Zubeldía

Três centroavantes de peso, um treinador que preza por organização defensiva. A equação tem soluções, mas nenhuma é simples.

A primeira hipótese coloca Hulk como opção para o lado direito do ataque, aproveitando seu histórico de jogo aberto pelo corredor — algo que fez com frequência na carreira europeia e no Galo. Nesse cenário, Cano fica como referência central e John Kennedy entra como variante pelo banco.

A segunda leitura, mais conservadora, reserva Hulk para jogos em que o Flu precise de presença física e experiência nos minutos finais — um finalizador que muda o jogo sem precisar de 90 minutos para isso.

A terceira opção, a mais ousada, seria escalar Hulk e Cano juntos, com John Kennedy mais recuado como segundo atacante. Funcionaria em esquema com dois homens na área, mas exigiria adaptação do meio-campo para não perder compacidade.

O próprio Zubeldía ainda não sinalizou qual caminho vai seguir. A apresentação oficial de Hulk à torcida está marcada para antes do jogo contra o São Paulo, neste sábado (16), no Maracanã — às 19h, com transmissão pela Record, Cazé TV e Premiere. As lojas do estádio já colocaram à venda copos e camisas especiais com o nome do atacante.

O panorama do Fluminense além do quebra-cabeça tático

A chegada de Hulk acontece num momento em que o clube movimenta várias frentes ao mesmo tempo. No campo societário, o Fluminense recebeu proposta do grupo Lazuli Partners para uma possível SAF, enquanto o investidor Marcos Lamacchia — CEO da Blue Star Asset Management — virou alvo de Flu e Botafogo após a demora nas negociações com o Vasco. Lamacchia tem acordo com o presidente Pedrinho do Vasco, mas a CBF ainda avalia restrições relacionadas ao fair play financeiro, já que ele é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

No futebol feminino, o Fluminense entrou em campo nesta sexta-feira (15) contra o Flamengo no Luso Brasileiro, às 21h, pela 11ª rodada do Brasileirão Feminino. As Guerreiras escalaram: Kemelli; Keké, Anny, Cotrim, Nath Rodrigues; Karina, Driely, Raquel; Kamilla, Lelê, Carioca. O clássico vale posições — o Flu está em nono com 15 pontos, o Fla em sétimo com 16. A equipe feminina também conheceu seu próximo adversário na Copa do Brasil Feminina: o Minas Brasília, em partida única no dia 27 de maio, no Luso Brasileiro.

É o mesmo cenário que o Atlético-MG viveu em 2021, quando apostou em Hulk como peça central de um projeto maior — só que agora a aposta é diferente: o Fluminense não precisa que ele seja o protagonista, precisa que ele seja o elemento que eleva o nível de quem está ao redor. O São Paulo chega ao Maracanã com sete desfalques, incluindo Calleri suspenso e Luciano lesionado, o que pode dar ao Flu a chance de testar combinações ofensivas ainda neste sábado.