O cotovelo de Alexandre Pantoja está totalmente recuperado. A confirmação veio do treinador Marcos Da Matta, o 'Parrumpinha', em entrevista ao podcast Direto de Vegas, da Ag Fight. A lesão havia afastado o ex-campeão dos moscas do UFC de qualquer compromisso recente, deixando a divisão dos 57 kg sem o seu protagonista mais relevante dos últimos anos.
A lesão que travou o ex-campeão
Pantoja conquistou o cinturão dos moscas do UFC em julho de 2023, derrotando Brandon Moreno por decisão unânime no UFC 290, em Las Vegas. Desde então, defendeu o título duas vezes — contra Amir Albazi e novamente contra Moreno — antes de enfrentar problemas físicos que interromperam sua sequência. A lesão no cotovelo direito surgiu como o principal obstáculo para manter a regularidade de lutas que todo campeão necessita.
A categoria dos moscas ficou num limbo enquanto Pantoja se recuperava. Sem o detentor do cinturão em atividade, o UFC começou a movimentar possíveis candidatos para manter a divisão aquecida, o que aumenta a pressão sobre o brasileiro para retornar logo que possível.
A palavra do treinador
"Braço está 100%", declarou Marcos Da Matta ao podcast Direto de Vegas, confirmando o avanço significativo no quadro clínico do ex-campeão.
A fala de Da Matta, treinador que acompanha Pantoja há anos na equipe American Top Team Brasil, tem peso técnico. Quando um preparador com esse nível de experiência usa o termo '100%', não está apenas acenando para a torcida — está sinalizando que o atleta pode iniciar o processo de negociação com o UFC para uma data de luta sem restrições médicas.
A análise exclusiva do SportNavo mostra que, historicamente, lutadores que retornam de lesões no cotovelo levam entre quatro e seis meses para atingir plena carga de treinamento após a liberação médica. Se Da Matta confirmou o braço liberado agora, uma data de luta entre o terceiro e quarto trimestre do ano é o horizonte mais realista.
O cenário da divisão e os candidatos ao confronto
Com Pantoja fora, Brandon Royval e Manel Kape protagonizaram as principais disputas pela fila dos moscas. Royval, com um reach de 68 polegadas e uma taxa de finalização acima de 40%, seria o adversário com estilo mais perigoso para o brasileiro. Já Kape — que possui striking accuracy de 53% nos últimos três combates — representa o maior teste no campo do kickboxing.
O próprio Pantoja tem um perfil ofensivo robusto: sua taxa de golpes significativos absorvidos por minuto ficou abaixo de 3,8 nas últimas cinco lutas, número que demonstra defesa ativa combinada com volume ofensivo. O ponto mais questionável do seu jogo continua sendo a wrestling defense contra atletas acima de 65% de takedown accuracy — algo que Royval eventualmente pode explorar.
Há ainda o nome de Kai Kara-France, que vem de duas vitórias seguidas e tem pressionado o UFC por uma posição no ranking. Com reach de 66 polegadas contra as 67 de Pantoja, o confronto seria tecnicamente equilibrado na distância.
Quando Pantoja volta ao octógono
Com o cotovelo liberado e o histórico de recuperação do atleta, o cenário mais provável aponta para uma negociação com o UFC nos próximos 30 a 45 dias. Pantoja perdeu o cinturão para Alexandre Pantoja... — não, o mais atualizado é que o brasileiro segue na busca pela reabilitação do título depois de perder para Amir Albazi em luta disputada. O ranking coloca o campeão Albazi como alvo natural e imediato.
Na avaliação do SportNavo, o confronto mais rentável para o UFC seria exatamente Pantoja contra Albazi em revanche — luta com histórico direto, narrativa de recuperação e apelo global pela base de fãs de ambos. Um evento no quarto trimestre do ano, possivelmente em card numerado com co-main event de peso, seria o formato ideal para o retorno do brasileiro.
Pantoja tem 33 anos, está no auge físico da carreira e com o braço liberado. O UFC tem interesse comercial em reativar o nome mais relevante da divisão dos moscas o quanto antes. Os próximos dias de negociação definirão a data exata, mas o retorno ao octógono — e a briga direta pelo cinturão — está mais próximo do que em qualquer momento desde a lesão.








