Lucas Paquetá marcou o gol da vitória e saiu chorando. O Flamengo venceu o Bahia por 2 a 0 no Maracanã no domingo (19), mas a imagem que ficou foi do meia sendo carregado pelos médicos após sentir fortes dores na perna esquerda. Exames confirmaram edema no tendão da coxa - mais um caso numa sequência preocupante de lesões musculares no elenco de Tite.
O resultado quebrou um jejum histórico. O Bahia não vencia no Maracanã há exatos 32 anos - desde 1992, quando bateu o Flamengo por 1 a 0 pela Série A. Com os três pontos, o Rubro-Negro chegou aos 23 pontos e assumiu a segunda posição do Brasileirão, seis atrás do líder Palmeiras, mas com um jogo a menos.

A lesão de Paquetá segue um padrão alarmante. Desde janeiro, o Flamengo já registrou 14 casos de problemas musculares no elenco principal. O SportNavo mapeou que 60% dessas lesões aconteceram em jogadores que atuaram mais de 70 minutos na partida anterior - exatamente o caso do camisa 10, que foi titular nos últimos cinco jogos.
"Muito obrigado pelas mensagens, galera. Graças a Deus não foi nada no joelho. Apenas um edema no tendão da fíbula e do bíceps da coxa. Agora, é começar o processo para zerar essa dor e estar pronto o quanto antes", publicou Paquetá no Instagram.
Protocolo médico em xeque
O departamento médico rubro-negro enfrenta questionamentos. Nos últimos três meses, Arrascaeta (coxa), Gerson (panturrilha), De La Cruz (posterior da coxa) e agora Paquetá sofreram lesões musculares. O tempo médio de recuperação tem sido de 18 dias - acima da média de 14 dias registrada por clubes como Palmeiras e São Paulo.
Paquetá já havia sentido dores na fíbula após pisão de Cannobbio no clássico contra o Fluminense. O desgaste acumulado fez o problema retornar contra o Bahia. Segundo informações da ESPN, o meia ficará fora dos próximos dois jogos: Vitória pela Copa do Brasil (quarta-feira) e Atlético-MG pelo Brasileirão (domingo).

O calendário brasileiro cobra seu preço. Tite utilizou Paquetá em 18 dos 20 jogos desde sua chegada, com média de 78 minutos por partida. O técnico admite o dilema entre rotação e manutenção do time titular em competições decisivas como Libertadores e Copa do Brasil.
Impacto digital da lesão
A preocupação dos torcedores se refletiu nas redes sociais. O vídeo de Paquetá saindo de campo alcançou 2,3 milhões de visualizações no TikTok oficial do Flamengo em menos de 12 horas. Os comentários "Paquetá lesionado" e "volta logo" dominaram as interações, somando mais de 450 mil engajamentos.
O perfil do meia no Instagram ganhou 80 mil seguidores desde o post tranquilizando a torcida. Dados do Google Trends mostram que "lesão Paquetá" foi o termo mais buscado pelos flamenguistas na madrugada de segunda-feira, superando até mesmo "resultado Flamengo".
Para o Bahia, mais uma frustração no Maracanã. O Tricolor soma agora 14 derrotas consecutivas no estádio desde 1992. O time de Rogério Ceni permaneceu com 20 pontos e viu o Flamengo se distanciar na tabela. A última vitória baiana como visitante contra o Rubro-Negro foi em 2011, por 3 a 1 no Nilton Santos.
Calendário congestionado à frente
A ausência de Paquetá complica os planos de Tite para o calendário de maio. O Flamengo tem seis jogos marcados: Vitória (Copa do Brasil), Atlético-MG (Brasileirão), Estudiantes (Libertadores), Vasco (clássico), Grêmio (Brasileirão) e confronto de volta da Libertadores.
O clube trabalha com a meta de ter Paquetá 100% recuperado para o Fla-Flu do dia 15 de maio. Até lá, Tite deve improvisar Arrascaeta como meia central ou apostar na dupla Gerson-De La Cruz no meio-campo. A próxima batalha será na quarta-feira, às 21h30, contra o Vitória no Maracanã pela quinta fase da Copa do Brasil.









