Três coisas: uma lesão de coxa, sete partidas de ausência e um Flamengo que perdeu Arrascaeta para cirurgia na clavícula. Tudo o que precisa ser entendido sobre o peso do retorno de Lucas Paquetá parte desses três pontos.

A lesão que tirou Paquetá do Flamengo por quase um mês

No dia 19 de abril, durante a partida contra o Bahia no Maracanã, Paquetá saiu de campo com um edema no tendão da coxa esquerda. O departamento médico do Flamengo trabalhou com uma projeção conservadora: o meia só retornaria para o duelo diante do Estudiantes, pela Copa Libertadores. Não foi o que aconteceu. Na sexta-feira (15), o camisa 20 participou integralmente do treino com o elenco — antecipando o prazo original em pelo menos uma semana. Ao todo, foram sete jogos sem ele.

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A recuperação acelerada não é mero detalhe clínico. Ela chega num momento em que Leonardo Jardim precisa recompor o setor criativo com urgência. Sem Arrascaeta — operado e fora por prazo indefinido — o Flamengo perdeu seu principal distribuidor de jogo pelo lado esquerdo. A equipe encerrou a 15ª rodada do Brasileirão em situação delicada na tabela, pressionada pela zona de rebaixamento.

O que Paquetá representa no meio-campo de Jardim

Funciona como um pianista que volta ao palco depois de uma fratura no pulso: a melodia existia antes, mas era tocada com uma mão só. Paquetá é o jogador de maior capacidade de progressão com bola no elenco rubro-negro — aquele que conecta a saída de bola com o terço final em poucos toques. Sem ele, o Flamengo recorreu a combinações menos fluidas, com Jean Lucas e Evertton Ribeiro tentando suprir a lacuna criativa.

Segundo apuração do SportNavo, a tendência é que Paquetá seja relacionado para o jogo contra o Athletico-PR e entre em campo ao menos como opção no banco, dependendo de como Jardim avalia o risco de recaída. A comissão técnica monitora o jogador de perto desde que ele retomou as atividades parciais no início da semana.

Flamengo precisa dos pontos em Curitiba para se afastar do Z4

O confronto está marcado para este domingo (17), às 19h30 (horário de Brasília), na Arena da Baixada, pela 16ª rodada do Brasileirão. O Flamengo entra em campo pressionado: a equipe não pode se dar ao luxo de desperdiçar pontos fora de casa com o Z4 à vista. O Athletico-PR, por sua vez, também briga por posição na tabela, o que torna o duelo ainda mais equilibrado e tenso.

A escalação exata de Jardim ainda não foi confirmada, mas a presença de Paquetá — mesmo que por 30 ou 40 minutos — altera o comportamento do time de forma mensurável. Nos jogos em que ele atuou por mais de 60 minutos nesta temporada, o Flamengo registrou desempenho ofensivo superior, com maior número de finalizações e posse qualificada no terço final. A diferença não é cosmética.

O próximo teste de Paquetá como titular completo — se o retorno contra o Athletico for gerenciado com cautela — deve acontecer na semana do dia 21 de maio, quando o Flamengo enfrenta o Estudiantes pela Libertadores. Até lá, Jardim saberá exatamente o quanto pode contar com o meia sem correr riscos desnecessários.