Se a janela de transferências de verão abrisse agora, Julián Álvarez estaria no centro de uma das disputas mais caras do mercado europeu. O PSG monitora o centroavante argentino para a temporada 2026/27, com aval do técnico Luis Enrique para avançar nas tratativas — e Arsenal e Barcelona já estão na fila. Até agora, o Atlético de Madrid não recebeu nenhuma proposta oficial.

O precedente que explica o interesse do PSG em Álvarez

Em 1996, o Barcelona pagou 19,5 milhões de dólares por Ronaldo Nazário ao PSV — valor recorde à época — para montar um ataque capaz de dominar a Europa. Trinta anos depois, o PSG replica a lógica: identificar um centroavante de 26 anos, no pico da carreira, antes que a concorrência feche o negócio. Álvarez tem o mesmo perfil que os parisienses buscaram em Mbappé quando o contrataram em 2017: jovem, campeão do mundo e com margem de valorização.

Segundo o diário espanhol As, o PSG não deve intensificar movimentos antes da final da Champions League, marcada para 30 de maio. O clube aguarda o desfecho da competição para definir prioridades orçamentárias.

Números que justificam a briga entre os gigantes

Na temporada 2025/2026, Álvarez disputou 49 partidas pelo Atlético de Madrid, marcou 20 gols e distribuiu 9 assistências. Na Champions League, foi o terceiro maior artilheiro da competição, com 10 gols. O contrato com o clube espanhol vai até 2030, o que dá ao Atlético poder de barganha total na negociação.

O Atlético de Madrid fixou o piso de saída entre 100 e 150 milhões de euros — equivalente a R$ 615 milhões a R$ 922 milhões na cotação atual. Para reduzir o desembolso direto, o PSG avalia incluir Gonçalo Ramos e Kang-in Lee no pacote. Os dois jogadores, juntos, valem cerca de 80 milhões de euros no mercado.

Por que o entorno de Álvarez sinalizou saída

O interesse do PSG ressurgiu após indicações do entorno do jogador sobre uma possível saída no meio do ano. O argentino chegou ao Atlético em agosto de 2024 por 75 milhões de euros, vindo do Manchester City — já era um negócio de porte considerável. Uma venda agora, com valorização de pelo menos 33%, representaria lucro real para o clube de Diego Simeone.

Segundo o diário As, o PSG não deve intensificar suas movimentações no mercado antes da decisão da Champions League, marcada para 30 de maio.

Arsenal e Barcelona também mapeiam o jogador, mas nenhum dos dois tem a capacidade financeira imediata do PSG para absorver uma transação acima de 100 milhões de euros sem reestruturar o elenco. O clube inglês ainda tenta resolver a situação de Saka, e o Barcelona opera sob restrições do fair play financeiro da LaLiga.

O que define o desfecho desta disputa

A chave está no 30 de maio. Se o PSG avançar à final da Champions — ou se já tiver encerrado sua campanha antes disso — a diretoria parisiense libera capital e atenção para o mercado. Luis Enrique deu o aval interno, o que acelera o processo de tomada de decisão no clube.

O Atlético de Madrid, por sua vez, enfrenta a pressão de Simeone, que precisa saber antes do início da pré-temporada se conta com Álvarez no centro do ataque. A janela europeia fecha em 1º de setembro de 2026, mas os grandes negócios costumam ser selados até o fim de julho. O prazo real para uma definição é menor do que parece.