Quinze gols na temporada e uma goleada de 4 a 0 sobre o Atlético-MG com dois tentos marcados: Pedro voltou a colocar o nome na vitrine no momento em que a Seleção Brasileira mais precisa de alternativas ofensivas. A crise médica que atinge o elenco de Carlo Ancelotti — com Alisson, Éder Militão e Estêvão aguardando exames detalhados para saber se disputarão a Copa do Mundo — abriu um debate concreto sobre quem ocupa as vagas em aberto na lista final, que precisa ser divulgada em breve.

A crise médica que preocupa a comissão técnica

O goleiro do Liverpool está há mais de um mês sem atuar, enquanto o zagueiro do Real Madrid e o atacante do Chelsea se juntaram à lista de incertezas nas últimas semanas. Segundo apuração do SportNavo, o pessimismo dentro da comissão técnica é real: os três casos são tratados com cautela máxima, e a tendência é que ao menos Estêvão fique fora do Mundial. Para um atacante de 18 anos que chegou ao Chelsea por cifras superiores a 30 milhões de euros e rapidamente se tornou titular, a ausência representaria uma perda técnica e simbólica significativa para o Brasil.

A crise médica que preocupa a comissão técnica Quem ocupa a vaga de Estêvão se o
A crise médica que preocupa a comissão técnica Quem ocupa a vaga de Estêvão se o
"O pessimismo toma conta da comissão técnica", noticiou o ESPN.com.br ao detalhar o estado dos atletas lesionados.

O contexto se torna ainda mais delicado quando se observa o cenário do futebol mundial às vésperas do torneio. O Real Madrid, clube que concentra parte relevante do contingente brasileiro, viu Kylian Mbappé ser diagnosticado com lesão no músculo semitendinoso da perna esquerda na última semana, após ser substituído no empate de 1 a 1 com o Real Bétis. Militão, que defende o mesmo clube, ainda não tem previsão de retorno aos gramados.

Pedro e Endrick mostram credenciais no momento certo

Se a crise gera preocupação, o calendário recente oferece ao menos dois argumentos sólidos. Pedro, atacante do Flamengo, converteu dois gols na vitória sobre o Atlético-MG e chegou a 15 tentos em 2025 — desempenho que o coloca como o centroavante de maior produtividade entre os brasileiros selecionáveis no futebol nacional. Com 27 anos e bagagem em Libertadores e Brasileirão, Pedro reúne características de um camisa 9 clássico que Ancelotti pode precisar acionar dependendo do esquema tático escolhido.

Endrick, por sua vez, vem construindo uma temporada de afirmação no Lyon, no Campeonato Francês. O ex-atacante do Palmeiras — que foi revelado nas categorias de base do clube paulista e profissionalizado aos 16 anos — voltou a ser bem avaliado após mais uma atuação de destaque pela equipe francesa. Ainda com 18 anos, Endrick acumula passagens pela sub-17 e sub-20 da Seleção Brasileira e já tem rodagem no futebol europeu, o que o diferencia de outras opções da mesma faixa etária.

"Se Estêvão estiver mesmo fora da Copa, tudo indica que a vaga ficará com outro ex-palmeirense", apontou o ESPN.com.br em sua cobertura semanal da Seleção.

Outras peças que entram no radar de Ancelotti

A análise exclusiva do SportNavo mostra que o leque de opções ofensivas para Ancelotti não se resume a Pedro e Endrick. No meio-campo, Danilo Santos, do Botafogo, consolidou sua posição após mais uma partida de alto nível pelo Brasileirão — o jogador anotou um gol no empate com o Internacional e ditou o ritmo da equipe alvinegra. A consistência do volante ao longo da temporada o torna uma das poucas certezas da lista em construção.

Num plano mais lateral, Beraldo, do PSG, protagoniza uma transformação posicional relevante: formado na base do São Paulo como zagueiro, o jogador foi reposicionado como primeiro volante por Luis Enrique e chegou a participar dos três gols da vitória sobre o Angers. O técnico francês chegou a compará-lo a Sergio Busquets. A reinvenção, no entanto, chega tarde para a Copa — mas abre uma perspectiva concreta para o ciclo seguinte.

O peso da ausência de Estêvão no esquema ofensivo

Estêvão terminou a temporada pelo Palmeiras com 22 gols e 13 assistências antes de se transferir ao Chelsea, números que justificam o espaço que conquistou rapidamente no radar de Ancelotti. Sua característica principal — condução em velocidade pelo lado direito com inversão para o pé esquerdo — não é facilmente replicável pelos candidatos à vaga. Pedro opera como referência de área; Endrick tem mobilidade mas perfil diferente de criação. A eventual ausência do camisa 41 do Chelsea, portanto, não é apenas uma substituição de nomes, mas uma adaptação de função dentro do sistema tático.

Ancelotti divulga a lista final da Seleção Brasileira nas próximas semanas, com o Brasil estreando na Copa do Mundo contra o Grupo D, ainda com data e adversário a serem confirmados pelo calendário oficial da FIFA. Pedro volta a campo pelo Flamengo no próximo fim de semana pelo Campeonato Brasileiro, com mais uma oportunidade de consolidar sua candidatura diante das câmeras da comissão técnica.