Deportivo Recoleta e Deportivo Cuenca não saíram do zero na madrugada desta quarta-feira, em jogo disputado no Estadio Defensores del Chaco, em Assunção. O empate sem gols pela terceira rodada da Copa Sudamericana 2026 deixou os dois times em situação delicada na chave, com pontos preciosos deixados para trás.

Segundo tempo com substituições e tensão

O jogo mal voltou do intervalo e os dois técnicos já mexeram nos times. Logo aos 46 minutos, o Recoleta tirou David González e colocou Lucas Mancinelli. Na mesma jogada administrativa, Eddie Guevara deixou o campo e entrou Mateo Piedra. Duas trocas simultâneas que sinalizaram insatisfação com o desempenho da etapa inicial.

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O Cuenca respondeu no mesmo tom. Aos 56 minutos, saíram Brahian Ferreira e Hector López. Entraram Junior Noguera e Thiago Vidal. Quatro substituições no total até os 56 minutos — ritmo alto de alterações que mostra o quanto ambos os treinadores estavam incomodados com o que viram no primeiro tempo.

Com as trocas feitas, o jogo esquentou em outro sentido: na disputa física. Aos 57 minutos, Germán Rivero levou cartão amarelo. Três minutos depois, foi a vez de P. Boolsen ver o árbitro sacar o amarelo. Dois minutos, dois cartões — a partida entrou em uma fase de muita pancada e pouca criatividade.

Análise tática — onde as equipes falharam

O Recoleta tentou pressionar a saída de bola do Cuenca com uma linha de quatro no meio-campo, buscando recuperar a posse rápido e atacar em transição. A estratégia funcionou em momentos pontuais, mas faltou qualidade técnica nos metros finais. As substituições do intervalo tentaram trazer mais mobilidade ao ataque, mas Mancinelli e Piedra não conseguiram criar desequilíbrio real.

O Cuenca, por sua vez, apostou em um bloco mais compacto e saídas pelo lado direito. A entrada de Noguera e Vidal aos 56 minutos mudou a dinâmica lateral do time equatoriano, que passou a explorar mais profundidade pelas beiradas. Mesmo assim, sem Brahian Ferreira — que havia sido o jogador mais técnico da equipe antes de sair — o Cuenca perdeu o fio condutor de suas jogadas. Resultado: nenhuma finalização realmente perigosa no segundo tempo de nenhum dos lados, segundo análise do SportNavo baseada nos eventos da partida.

Contexto na Sudamericana — empate que pesa

Terceira rodada da fase de grupos e o empate sem gols é exatamente o tipo de resultado que nenhum dos dois queria. Na Copa Sudamericana, onde o aproveitamento por pontos define classificação direta ou eliminação precoce, deixar dois pontos na mesa em casa — no caso do Recoleta, mandante da vez no Defensores del Chaco — é custo alto.

O Cuenca viajou de Equador e voltou com um ponto. Serve para não perder, mas está longe de ser o ideal para uma equipe que precisa reagir na tabela. O Recoleta, com o empate diante de sua torcida, mantém sequência sem vitória que começa a virar problema real na chave.

Na avaliação do SportNavo, os dois clubes chegam a este ponto da competição sem conseguir construir uma identidade ofensiva sólida. Os dados de desempenho coletivo refletem times que ainda buscam consistência tática — e que pagam caro por isso em pontuação.

Segundo tempo com substituições e tensão Recoleta e Cuenca ficam no 0 a 0 pela C
Segundo tempo com substituições e tensão Recoleta e Cuenca ficam no 0 a 0 pela C

O que vem pela frente

Com três rodadas disputadas e o empate no saldo mais recente, Recoleta e Cuenca entram no segundo bloco da fase de grupos em situação de pressão. Cada rodada que passa sem vencer estreita a margem de manobra para os dois lados.

Análise tática — onde as equipes falharam Recoleta e Cuenca ficam no 0 a 0 pela
Análise tática — onde as equipes falharam Recoleta e Cuenca ficam no 0 a 0 pela

O Cuenca volta ao Equador com obrigação de vencer como mandante. O Recoleta precisa quebrar a sequência ruim antes que os números na tabela se tornem irreversíveis. Próxima rodada será decisiva para definir quem ainda tem chance real de avançar e quem começa a calcular apenas como sair sem vergonha da fase de grupos.