O imbróglio entre Robert Arboleda e o São Paulo já representa um rombo de R$ 2,8 milhões nos cofres do clube antes mesmo da chegada de 2026. O zagueiro equatoriano, um dos jogadores mais bem remunerados do elenco com salário mensal de R$ 350 mil, permaneceu afastado por quase um mês sem qualquer contrapartida esportiva, gerando um dos casos mais custosos da gestão atual.
A situação se tornou insustentável após Arboleda deixar de se apresentar no dia 4 de abril, rompendo a comunicação com o técnico Roger Machado e com as lideranças do elenco. O clube manteve os pagamentos em dia durante todo o período de ausência, estratégia que evitou brechas jurídicas para uma rescisão sem compensação financeira, mas que pesou significativamente no orçamento mensal.
Cálculos jurídicos determinam estratégia financeira
Internamente, o São Paulo trabalhou com cenários que envolviam a rescisão por justa causa, mas esbarrou na exigência legal de 30 dias consecutivos de ausência para sustentação jurídica. Segundo apuração do SportNavo, a diretoria formalizou notificações exigindo o retorno do atleta enquanto mantinha os vencimentos rigorosamente em dia, evitando qualquer argumento contrário em uma eventual disputa judicial.

As conversas por uma rescisão amigável também não prosperaram devido às alterações nos termos da negociação propostas pelo estafe de Arboleda. O valor da multa rescisória, estimado em R$ 15 milhões pelos últimos dois anos de contrato, tornou-se ponto central das discussões que travaram o acordo.
Pressão sobre Roger amplifica crise institucional
O técnico Roger Machado enfrenta pressão crescente em meio ao caso Arboleda. Após a vitória por 1 a 0 contra o Juventude pela Copa do Brasil, atletas do elenco abraçaram o treinador no vestiário do Morumbis, manifestando apoio diante das vaias da torcida. Harry Massis, presidente do clube, prestou solidariedade ao técnico e garantiu continuidade do trabalho.

"Sentiu demais as manifestações da torcida", revelou fonte próxima ao técnico, que tem mostrado abatimento no CT após a derrota por 2 a 1 para o Vasco.
A pressão atingiu também o dia a dia dos jogadores, que relataram à ESPN sentir impaciência vinda da arquibancada a cada lance errado. O ambiente no CT está exposto ao caos político vivido pelo São Paulo, com os atletas se sentindo vulneráveis diante da crise que alcançou as dependências do local de treino.
Arboleda define retorno em meio ao impasse
O zagueiro informou na quarta-feira que retornará ao Brasil no dia 30 de abril, após quase um mês no Equador. A trajetória do defensor no clube, marcada por títulos importantes como a Copa do Brasil e a Supercopa, caminha para um fim melancólico sem qualquer perspectiva de reintegração ao elenco.
O ambiente interno é considerado irreversível pelas fontes consultadas, com a relação definitivamente rompida entre jogador e clube. O retorno previsto será decisivo para definir se haverá compensação financeira na saída ou se o São Paulo optará por encerrar o vínculo para eliminar um problema que já impacta diretamente o orçamento e o ambiente interno.
O São Paulo volta a campo neste sábado, às 21h, contra o Mirassol no Morumbis pelo Campeonato Brasileiro, buscando amenizar a crise esportiva enquanto resolve os custos do imbróglio Arboleda nos bastidores.









