Dois pênaltis convertidos por Rollheiser, vantagem de 2 a 0 no intervalo e, no final, apenas um ponto. O Santos foi à Fonte Nova na noite de sábado (25/04), pela 13ª rodada do Brasileirão, sem Neymar — poupado para o confronto contra o San Lorenzo na Sul-Americana — e sem Gabigol, suspenso. O resultado de 2 a 2 mantém o Peixe na 15ª posição, com 14 pontos, perigosamente próximo do Z4.

O que Rollheiser fez e o que faltou no ataque

Com Thaciano, Gabriel Bontempo e Rony formando o setor ofensivo, o Santos foi funcional no primeiro tempo. Bontempo sofreu o primeiro pênalti, derrubado por Erick Pulga aos 18 minutos. Rollheiser cobrou no canto direito e abriu o placar. Aos 43, Thaciano cruzou, a bola tocou no cotovelo de Ramos Mingo e o VAR confirmou mais uma penalidade — Rollheiser deslocou Léo Vieira e fez 2 a 0.

Rony, no entanto, teve atuação discreta. O atacante chegou a ficar cara a cara com o goleiro no primeiro tempo, desperdiçou a chance e recebeu nota 4.0 do Ge, a pior do time. No segundo tempo, perdeu nova oportunidade clara aos 13 minutos. A falta de um finalizador de área se tornou evidente quando o Santos mais precisava ampliar e encerrar o jogo.

"O Santos evidencia maior fragilidade na ausência de seus principais jogadores e volta a expor dificuldades no controle físico e emocional pelo terceiro jogo consecutivo, não conseguindo administrar a vantagem no placar", apontou análise da R7 Esportes após a partida.

Como o Bahia virou o jogo no segundo tempo

Com mudanças no intervalo, o Bahia aumentou a pressão e explorou os espaços que o Santos deixou ao recuar. Aos 30 minutos, Luciano Juba cobrou falta com precisão e encobriu Diógenes, que estava adiantado — o goleiro reconheceu a falha na avaliação do Ge, onde recebeu nota 5.5. Aos 39, Gilberto avançou pela direita, Erick Pulga cruzou e Willian José subiu sozinho para cabecear sem chances para o goleiro santista. Segundo levantamento do SportNavo com base nos dados das partidas, o Santos cedeu o empate em três jogos consecutivos após abrir vantagem no placar.

Lucas Veríssimo falhou ao não acompanhar Willian José no segundo gol. Christian Oliva cometeu a falta que gerou o primeiro gol do Bahia. O time de Fábio Carille — que já vinha de resultados ruins — viu a disciplina defensiva se deteriorar nos minutos decisivos.

A fila de desafios com ataque remendado

A situação do Santos é delicada no curto prazo. Na terça-feira (28), o Peixe enfrenta o San Lorenzo em Buenos Aires, no Estádio Pedro Bidegain, pela fase de grupos da Copa Sul-Americana — e Neymar foi poupado exatamente para esse jogo. No sábado (02/05), o adversário é o Palmeiras, fora de casa, pelo Brasileirão.

O que Rollheiser fez e o que faltou no ataque Sem Neymar e Gabigol, quem vai res
O que Rollheiser fez e o que faltou no ataque Sem Neymar e Gabigol, quem vai res
"O Santos segue perigosamente próximo da zona de rebaixamento e pode voltar ao Z4 dependendo dos resultados da rodada", alertou a Agência Somos FC logo após o apito final na Fonte Nova.

Com 14 pontos em 13 rodadas, o Peixe tem média de pouco mais de um ponto por jogo. Na avaliação do SportNavo, a dependência de Neymar e Gabigol se torna cada vez mais evidente: nos jogos sem ambos, o ataque santista não tem um jogador capaz de criar e finalizar com consistência. Bontempo (nota 7.0 no Ge) e Rollheiser (7.0) foram os destaques contra o Bahia, mas nenhum dos dois é centroavante nato. João Ananias, zagueiro em estreia, teve uma das melhores notas do time — o que diz muito sobre onde estão os problemas do Santos.

O Peixe precisa de pelo menos um resultado positivo contra o San Lorenzo para não complicar a classificação na Sul-Americana e, ao mesmo tempo, manter a cabeça no campeonato nacional. Contra o Palmeiras no Allianz Parque no dia 02/05, a ausência de Gabigol continuará — e a presença de Neymar ainda depende de como o jogador reagirá ao esforço da viagem à Argentina.