Falhou. A Ponte Preta não conseguiu conter o Sport Recife no Estádio Moisés Lucarelli neste sábado (09/05), e o placar de 3 a 1 traduz com fidelidade o que aconteceu em campo na 8ª rodada da Série B do Brasileirão 2026.

O começo eufórico (ou tenso)

O jogo mal havia completado 20 minutos quando o árbitro mostrou o cartão amarelo para Marcelo Ajul, da Ponte Preta. O sinal era claro: a equipe campineira estava sob pressão e recorria à falta para frear a transição ofensiva do Sport.

Três minutos depois, o castigo chegou. Aos 23', Danilo Barcelos aproveitou cruzamento de Diego Tavares e cabeceou para o fundo da rede. A bola entrou no ângulo — execução limpa de uma jogada ensaiada de bola parada. O Sport havia identificado a fragilidade da linha defensiva da Ponte em cobranças de escanteio e explorou com precisão… e aí vem o problema para a torcida campineira.

O meio que decidiu o tom

Aos 31', Felipinho ampliou. A assistência foi de Chrystian Barletta, que já demonstrava ser o principal organizador do jogo do Sport. O gol saiu de finalização com o pé esquerdo, após combinação pelo corredor direito que expôs o posicionamento adiantado da linha de pressão da Ponte Preta.

O começo eufórico (ou tenso) Sport goleia Ponte Preta por 3 a 1 no Lu
O começo eufórico (ou tenso) Sport goleia Ponte Preta por 3 a 1 no Lu

O intervalo não encerrou a turbulência. Aos 45', o VAR foi acionado para checar lance envolvendo Felipinho. Na sequência, Danilo Barcelos levou o segundo cartão amarelo — situação que reduziu numericamente o Sport no início do segundo tempo. Mas antes disso, Chrystian Barletta converteu pênalti com o pé esquerdo ainda na primeira etapa, fechando o placar parcial em 3 a 0.

A diferença de 3 gols no intervalo tinha a dimensão de algo do tamanho de Pernambuco para a Ponte: não era apenas numérica, era estrutural. O Sport havia dominado posse, criação e profundidade — enquanto o time campineiro mal saía do próprio campo organizado.

O final que mudou tudo

O segundo tempo começou com a Ponte tentando reagir, mas o Sport administrou com competência mesmo com um jogador a menos após o cartão de Danilo Barcelos. Aos 50', Bryan Borges foi amarelado — o que revelou a tensão crescente no campo.

Aos 59', Perotti definiu o placar em 3 a 0 com chute de pé direito, novamente assistido por Barletta. O meia pernambucano terminou a partida com três assistências — dado que, levantado pelo SportNavo, o coloca entre os jogadores com maior participação direta em gols na rodada.

A Ponte Preta descontou em algum momento do segundo tempo, mas o gol solitário não alterou a leitura do jogo. O Sport controlou a compactação defensiva e impediu qualquer reação real da equipe da casa.

As substituições da Ponte — Rodriguinho por Kevyson aos 61' e Tarik por Rodrigo Souza aos 62' — foram tentativas de reorganizar o meio-campo, mas chegaram tarde demais para mudar o padrão estabelecido.

O que cada torcida levou para casa

Análise tática do Sport

  • Exploração sistemática de bola parada — o primeiro gol saiu de cabeça após cruzamento trabalhado
  • Chrystian Barletta como pivô da criação: três assistências, mobilidade entre linhas, variação de lado
  • Linha de pressão alta no primeiro tempo, forçando erros da Ponte em saída de bola
  • Transição ofensiva rápida após recuperação no meio-campo

Problemas estruturais da Ponte Preta

  • Fragilidade defensiva em jogadas aéreas — exposta já no primeiro gol
  • Linha de pressão mal calibrada, deixando espaço nas costas para as infiltrações do Sport
  • Indisciplina tática: cartão amarelo precoce de Marcelo Ajul e a sequência de faltas que gerou o pênalti
  • Substituições tardias sem impacto real no padrão de jogo

Com a vitória, o Sport Recife confirma sua regularidade na Série B 2026 e se mantém no grupo de times que disputam as primeiras posições. A Ponte Preta, por sua vez, acumula mais uma derrota em casa e vê sua situação na tabela se complicar — o próximo compromisso será decisivo para definir se o time de Campinas tem capacidade de ajustar o sistema ou se os problemas são mais profundos do que uma rodada pode revelar.