Brilhou. Marcus Thuram recebeu o passe de Zielinski nos acréscimos do primeiro tempo, dominou dentro da área e bateu cruzado contra Zion Suzuki — e o San Siro explodiu num rugido que ecoou por toda Milão. Era o gol que abria caminho para o 21º Scudetto da história da Internazionale, conquistado neste domingo (3) com uma vitória por 2 a 0 sobre o Parma, pela 35ª rodada da Serie A 2025/26.

A cena

O Giuseppe Meazza estava lotado desde cedo. O cheiro de fumaça dos sinalizadores nerazzurri já tomava os arredores do estádio antes mesmo do aquecimento. Dentro de campo, a Inter precisava de apenas um ponto para matematicamente selar o título — mas jogou como quem queria muito mais do que isso.

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O primeiro tempo foi de pressão constante e quase-gols que testaram a paciência da torcida. Barella acertou o travessão aos 24 minutos após receber um passe de letra de Pio Esposito e bater de canhota. O Parma assustou em contra-ataques — Pellegrino desperdiçou chance clara após cruzamento de Delprato — e o empate parecia certo para o intervalo. Aí veio Thuram. Livre na área direita, o francês não desperdiçou: bateu no ângulo e incendiou o San Siro. Um gol nos acréscimos que mudou tudo.

Na etapa final, o grande momento emocional chegou aos 22 minutos, quando Lautaro Martínez entrou em campo após um mês afastado por lesão. O capitão argentino não demorou para marcar presença: aos 34 minutos, recebeu pelo lado direito da área e cruzou rasteiro para Henrikh Mkhitaryan apenas empurrar para o fundo das redes. Dois a zero. Título encaminhado. Festa liberada.

"Mkhitaryan empurrou para o fundo das redes, selando a vitória por 2 a 0", descreveu a cobertura ao vivo da Revista Placar, sintetizando o momento em que Milão parou.

O contexto que explica

A campanha da Inter em 2025/26 foi construída sobre uma base que poucos esperavam: os veteranos carregando o time nos momentos decisivos. Thuram, com 27 anos, e Mkhitaryan, com 37, representam gerações diferentes — mas a mesma mentalidade de grandes palcos. O armênio, que já venceu títulos na Roma, no Arsenal e no Borussia Dortmund, chegou à Inter em 2022 e nunca parou de ser peça fundamental no meio-campo de Cristian Chivu.

A análise do SportNavo ao longo da temporada mostrou que Mkhitaryan foi o jogador com maior índice de passes decisivos em situações de pressão na Serie A 2025/26 — um dado que explica por que Chivu nunca o tirou do time titular mesmo com opções mais jovens disponíveis. Thuram, por sua vez, herdou a camisa 9 com a responsabilidade de ser o referencial ofensivo num time que perdeu Lukaku há duas temporadas, e respondeu com gols em momentos-chave durante toda a campanha.

Com 82 pontos, a Inter abriu 12 de vantagem sobre o Napoli, que tem 70 e só pode chegar a 79 caso vença todas as três rodadas restantes. Matematicamente, o título estava garantido. Historicamente, a conquista coloca a Internazionale ainda mais isolada como segundo maior campeão italiano: são agora 21 Scudetti, contra 19 do Milan e 36 da Juventus, que lidera o ranking.

Os números do título

  • 82 pontos — total da Inter na tabela da Serie A 2025/26
  • 12 pontos — vantagem sobre o Napoli, vice-líder com 70
  • 3 rodadas — antecedência com que o título foi matematicamente confirmado
  • 21 Scudetti — total histórico da Internazionale, segundo maior da Itália

As implicações imediatas

Nos minutos finais da partida, o Parma ainda teve um gol anulado por impedimento e Frattesi quase marcou o terceiro, parado por uma defesa salvadora de Suzuki em cima da linha. Nada disso importava mais. O apito final foi apenas a formalidade que transformou a festa em certeza.

Para Chivu, o título representa a consolidação de um projeto que apostou na experiência como diferencial tático. Mkhitaryan aos 37 anos decidindo um Scudetto não é acidente — é a prova de que o técnico romeno construiu um elenco onde maturidade e qualidade técnica andam juntas. A entrada de Lautaro Martínez, mesmo após um mês de lesão, e sua assistência imediata para o segundo gol reforçam essa narrativa: os líderes aparecem quando o jogo pede.

"Com tranquilidade, trocando passes e controlando o ritmo da partida, só tocou a bola para fazer a festa com a torcida no apito final", registrou a cobertura do Terra Esportes, descrevendo os minutos finais de uma tarde que Milão não vai esquecer tão cedo.

A Inter volta a campo no próximo sábado (9), visitando a Lazio no Estádio Olímpico de Roma — um compromisso de tabela para quem já tem o troféu garantido, mas que serve de palco para Thuram, Mkhitaryan e companhia celebrarem mais uma vez diante do futebol italiano o que construíram ao longo de toda uma temporada.

Brilhou — e desta vez, não foi só Thuram. Foi uma geração inteira de veteranos que recusou o papel de coadjuvante e escreveu, com gols e assistências, o capítulo mais bonito do futebol italiano em 2026.