O empate sem gols entre Santos e Coritiba na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil, desencadeou mais uma onda de protestos da torcida alvinegra. Desta vez, os manifestantes miraram não apenas o elenco, mas também o presidente Marcelo Teixeira e o diretor executivo Alexandre Mattos. A cena se tornou rotineira na casa santista.
Lucas Veríssimo, zagueiro e um dos pilares defensivos do time, não fugiu da responsabilidade. Em entrevista à Amazon Prime após a partida, o defensor reconheceu que a cobrança é justa e que o rendimento da equipe está abaixo do esperado.

"Jogar no Santos é pressão, quem está aqui sabe disso. O Santos é gigante. Tem a pressão natural, mas temos que saber lidar. Jogando em casa, a torcida está apoiando. No final, tem que cobrar mesmo, porque a equipe está deixando a desejar"
Vila Belmiro vira palco de insatisfação
Os protestos não são novidade na temporada 2024. O Santos conquistou apenas uma vitória nos últimos quatro jogos disputados em casa, transformando a Vila Belmiro em cenário de constante tensão entre torcida e elenco.
O técnico Cuca tem apontado constantemente o alto número de chances desperdiçadas como principal problema da equipe. Veríssimo corroborou a análise do comandante, destacando a falta de efetividade ofensiva como ponto crítico do momento santista.
"Na Vila, a gente tem que ganhar. Fizemos um bom jogo, começamos bem. Temos que concluir melhor. Estamos pecando nisso. Estamos em evolução, criando chances, mas falta finalizar e matar o jogo"
Pressão digital amplifica cobrança tradicional
A pressão sobre o Santos transcende os muros da Vila Belmiro. Nas redes sociais, hashtags como #ForaMattos e críticas ao presidente Marcelo Teixeira ganharam força após o empate com o Coritiba. O engajamento negativo supera os 50 mil comentários em postagens oficiais do clube.
De acordo com levantamento do SportNavo, a insatisfação da torcida santista nas plataformas digitais cresceu 40% nas últimas duas semanas. O baixo rendimento em casa alimenta discussões em grupos de WhatsApp e fóruns especializados, criando um ciclo de pressão constante sobre jogadores e dirigentes.
Veríssimo exemplificou a frustração com jogos recentes contra Atlético-MG e Fluminense, onde o Santos abriu o placar mas não conseguiu ampliar a vantagem, sofrendo até o apito final.
Calendário apertado complica cenário
O Santos enfrenta um calendário desafiador nas próximas semanas. O time volta aos treinos nesta sexta-feira (24) no CT Rei Pelé, com foco no duelo contra o Bahia na Arena Fonte Nova, sábado (25), às 18h30, pela 13ª rodada do Brasileiro.
Para o confronto na Bahia, Cuca não poderá contar com Gabriel Barbosa, Igor Vinícius e Gustavinho, todos suspensos. Neymar será poupado pensando no jogo decisivo contra o San Lorenzo na próxima terça-feira (28), na Argentina, pela Copa Sul-Americana.
A sequência de jogos importantes testará a capacidade do elenco de lidar com a pressão externa e interna. O Santos precisa de resultados positivos para acalmar a torcida e recuperar a confiança perdida nas últimas apresentações na Vila Belmiro.









