10. Esse é o número de títulos da Copa da Itália na prateleira da Internazionale após a vitória por 2 a 0 sobre a Lazio no Estádio Olímpico de Roma, nesta quarta-feira (13). Mais do que o troféu isolado, o número sela a terceira dobradinha da história do clube — Scudetto e Copa na mesma temporada — e coloca Cristian Chivu em território onde José Mourinho nunca pisou.

Como o número 3 define a grandeza da Inter nesta temporada

As dobradinhas nerazzurre têm datas precisas: 2005/06, 2009/10 e agora 2025/26. Nenhum outro técnico da Inter completou esse ciclo mais de uma vez. Mourinho chegou perto — construiu o triplete em 2009/10, incluindo a dobradinha —, mas nunca repetiu a façanha de unir Série A e Copa da Itália em uma única campanha sem a Champions como pano de fundo. Chivu fez exatamente isso, com uma equipe que dominou o campeonato de pontos corridos e o torneio mata-mata de forma paralela e consistente.

Alaves - Barcelona

A Inter encerra a temporada como segunda maior campeã da Copa da Itália, com 10 títulos, superando a Roma e ficando atrás apenas da Juventus, que acumula 15. O último troféu do torneio havia sido conquistado em 2022/23, quando os nerazzurri bateram a Fiorentina. Nas duas edições seguintes, Juventus e Bologna levaram o caneco.

A final contra a Lazio e o controle tático de Chivu

A Inter entrou em campo com linha de pressão alta e compactação no meio, sufocando a saída de bola da Lazio nos primeiros 20 minutos. O resultado apareceu cedo: aos 14, em cobrança de escanteio, Adam Marusic desviou de cabeça contra a própria meta, abrindo o placar.

O segundo gol nasceu de uma transição ofensiva pela direita. Denzel Dumfries desarmou Nuno Tavares e tocou para o centro da área, onde Lautaro Martínez finalizou livre aos 35 do primeiro tempo. Dois gols, dois mecanismos distintos — bola parada e contra-ataque posicional — que evidenciam a versatilidade do sistema de Chivu.

No segundo tempo, a Inter recuou a linha defensiva, reduziu a intensidade da pressão e administrou o resultado sem exposição. A Lazio criou oportunidades, mas o goleiro Josep Martínez não foi exigido em nenhuma finalização de real perigo. Gestão de jogo clínica.

Segundo relatos da imprensa italiana, Chivu orientou os jogadores no intervalo a manter a posse e evitar transições longas — priorizando o controle sobre o espetáculo.

O legado de Chivu frente ao parâmetro Mourinho

A comparação com Mourinho não é injusta — é estrutural. O técnico português chegou à Inter em 2008 e saiu em 2010 com Série A, Copa da Itália e Champions League no mesmo ciclo. Mas nunca entregou Scudetto e Copa da Itália sem a âncora europeia como narrativa central.

Chivu, ex-zagueiro do clube e campeão do triplete como jogador em 2010, construiu uma equipe com identidade tática própria. A Inter de 2025/26 apresenta posse de bola média acima de 58% na Série A, taxa de pressão alta entre as três maiores do campeonato e Lautaro Martínez como pivô de referência no ataque — articulando tanto a saída de bola quanto a finalização.

  • Dobradinhas da Inter: 2005/06, 2009/10, 2025/26
  • Títulos da Copa da Itália: 10 (2ª maior campeã histórica)
  • Gols na final: Marusic (contra, 14') e Lautaro Martínez (35')
Nas palavras do capitão Lautaro Martínez, segundo a imprensa milanesa, "esta equipe merece cada título que conquistou — trabalhamos para dominar, não para sobreviver".

A Inter ainda disputa duas rodadas da Série A, contra Verona e Bologna, sem título em jogo — o Scudetto já estava garantido. A Lazio, por sua vez, encerra a temporada sem competições europeias para 2026/27 e enfrenta Roma e Pisa nas últimas rodadas. É o mesmo cenário que a Inter viveu em 2010/11, quando terminou campeã e viu rivais se reorganizarem ao redor — só que agora a aposta é manter Chivu no comando por mais um ciclo.