"O Vitória ainda não sentiu o gosto amargo da derrota em 2026." A frase, publicada pelo portal Piata FM ao contabilizar a sequência do clube baiano, resume com precisão o que os números confirmam: o Vitória é o time mais invicto do Campeonato Brasileiro neste momento, com 17 jogos sem perder — seis a mais que o segundo colocado do ranking, o Atlético-MG, com 11.

A sequência que ninguém esperava do Rubro-Negro baiano

O último revés do Vitória aconteceu em 9 de novembro de 2024, quando o clube perdeu por 2 a 1 para o Corinthians na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano. De lá para cá, foram cinco jogos restantes da Série A 2024 sem derrota e, em 2026, mais 12 partidas entre Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Brasileirão — todas com resultado positivo ou empate. O aproveitamento nesse recorte de 12 jogos em 2026 é de oito vitórias e quatro empates.

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O ranking de invencibilidade entre os clubes da Série A atual deixa o tamanho da vantagem ainda mais evidente: Bahia aparece em terceiro com 10 jogos, Internacional e Flamengo somam 8 cada, enquanto Botafogo, Fortaleza, São Paulo e Mirassol ainda não encadearam nenhuma sequência positiva nesta edição do torneio.

Thiago Carpini e a mudança de patamar do clube

O técnico Thiago Carpini assumiu o Vitória ainda em 2024, após a saída de Jair Ventura — que havia cumprido a missão de evitar o rebaixamento na Série A daquele ano. A gestão de Ventura encerrou com 42 jogos, 20 vitórias, 8 empates, 14 derrotas e 53,9% de aproveitamento. Carpini, por sua vez, herdou um elenco que já mostrava sinais de solidez defensiva e acelerou o processo.

Quando a equipe eliminou o Flamengo na Copa do Brasil por 2 a 0, jogando em casa, ficou claro que a transformação ia além de um bom momento de calendário. O mesmo padrão se repetiu na Copa do Nordeste, com vitória sobre o Ceará por 1 a 0 — resultado que levou o clube às semifinais da competição regional.

"Renata Mendonça elogia a torcida do Vitória e a dedicação dos jogadores", registrou o ge.globo.com ao noticiar a sequência do clube, sinalizando que o ambiente interno também contribui para o desempenho em campo.

Quando o Vitória defende, sofre pouco. Nos quatro últimos jogos da Série A 2025, o time havia levado apenas um gol — marcado pelo Sport, já rebaixado, em um momento de relaxamento após abrir 2 a 0. O intervalo bastou para Carpini reorganizar o grupo: menos de dois minutos após o reinício, Erick tirou tinta da trave e Renato Kayzer encerrou jejum de cinco jogos sem marcar com uma finalização de fora da área.

Três competições, um só padrão de resultados

A sequência invicta atual atravessa competições distintas com consistência notável. O Vitória bateu o Flamengo por 2 a 0 na Copa do Brasil, empatou com o Fluminense por 2 a 2 na Série A, venceu o Ceará por 1 a 0 na Copa do Nordeste, goleou o Coritiba por 4 a 1 no Brasileirão e empatou com o Confiança por 2 a 2 na Copa do Nordeste. São três vitórias e dois empates nos últimos cinco jogos — mesmo aproveitamento de sequência anterior registrada em abril, contra Chapecoense, Juazeirense, São Paulo, Piauí e Corinthians.

O SportNavo mapeou que, nesta Série A, o Vitória ocupa a 13ª posição com 19 pontos — apenas quatro atrás do quinto colocado, mas dois à frente do primeiro time na zona de rebaixamento. A tabela é a mais equilibrada dos últimos anos no recorte do meio para baixo.

"O Vitória passou a ter apenas 30,6% de chance de queda", calculou a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) após a 36ª rodada da Série A 2025, quando o clube ainda lutava contra o rebaixamento. A sequência de resultados reduziu drasticamente esse risco.

O que está em jogo contra o Bragantino

O próximo teste é o mais duro da série. O Vitória visita o Bragantino no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, às 18h30 deste domingo, pela 16ª rodada da Série A. O Massa Bruta está na 9ª posição com 20 pontos — um a mais que o Rubro-Negro — e representa o confronto direto mais equilibrado da fase atual.

Uma vitória ou empate mantém a maior sequência invicta da Série A nas mãos do clube baiano. Uma derrota encerraria 17 jogos de invencibilidade e reabriria o debate sobre a sustentabilidade do trabalho de Carpini. O resultado deste domingo, 17 de maio de 2026, começa a responder essa pergunta — mas a definição real do tamanho desta geração virá apenas ao fim do Brasileirão, previsto para dezembro de 2026.