Sobre o Club Bolívar

O Club Bolívar é uma tradicional agremiação do futebol profissional boliviano, com sede na cidade de La Paz. Fundado em 1925, o clube recebeu esse nome em homenagem ao líder militar e político Simón Bolívar, figura central na independência de várias nações sul-americanas. Sua cor tradicional é o azul-celeste, uma escolha que, na época de sua fundação, foi considerada inovadora. Atualmente, a equipe disputa a Primera División da Bolívia e manda seus jogos no Estádio Hernando Siles, o maior do país, com capacidade para 42 mil pessoas.

História e Conquistas

O clube foi fundado em 12 de abril de 1925 por um grupo de amigos da classe média de La Paz. Diferente da moda da época, que era batizar os times com nomes em inglês, os fundadores optaram por um nome em espanhol, em homenagem ao centenário da independência da Bolívia. Inicialmente chamado de "Atlético Bolívar Literario Musical", o nome foi posteriormente encurtado para "Club Atlético Bolívar".

Dois anos após sua fundação, o Bolívar se filiou à La Paz Fútbol Asociation, onde começou a se destacar, vencendo a liga amadora da entidade em 1932, 1937, 1939, 1940, 1941 e 1942. Na década de 1950, com o futebol boliviano entrando na era semi-profissional, o clube conquistou mais três campeonatos (1950, 1953 e 1956). Nessa época, o atacante Víctor Ugarte, conhecido como "Maestro", era um dos destaques e é considerado um dos maiores jogadores bolivianos de todos os tempos. Em 1956, o clube protagonizou uma goleada histórica de 7 a 2 sobre o River Plate em um amistoso em La Paz.

Após um período de jejum, que incluiu um rebaixamento na Copa Simón Bolívar de 1964, o clube se recuperou e conquistou o mesmo torneio em 1966. Outros títulos vieram em 1968 e 1976. Com a profissionalização do futebol boliviano e a criação de um novo Campeonato Nacional em 1977, o Bolívar sagrou-se campeão pela primeira vez em 1978.

O clube dominou a década de 1980, vencendo o campeonato nacional mais cinco vezes (1982, 1983, 1985, 1987 e 1988). Ídolos como Carlos Aragonés, Carlos Borja, Erwin Romero, Vladimir Soria (revelado no clube e que nunca jogou por outra equipe) e o argentino Carlos López marcaram época. A melhor campanha do clube na Copa Libertadores até então foi em 1986, quando chegou à fase semifinal. Entre 1983 e 1994, o Bolívar manteve uma invencibilidade de 24 jogos em casa.

A hegemonia continuou na década de 1990, com mais cinco títulos nacionais (1991, 1992, 1994, 1996 e 1997). Jogadores como Marco Antonio Sandy, Milton Melgar, Julio Baldivieso e Marco Etcheverry, todos da "geração de ouro" do futebol boliviano que disputou a Copa do Mundo de 1994, brilharam no período.

Nos anos 2000, o Bolívar conquistou mais cinco títulos nacionais (2002, Apertura 2004, Apertura 2005, Apertura 2006 e Apertura 2009). Em 2004, chegou à sua primeira final de um torneio da Conmebol, a Copa Sul-Americana, sendo derrotado pelo Boca Juniors. Nos últimos anos, o clube somou mais quatro conquistas no Campeonato Boliviano (Adecuación 2011, Clausura 2013, Apertura 2014 e Clausura 2015). Em 2014, pela primeira vez, o Bolívar chegou a uma semifinal de Copa Libertadores, sua melhor campanha no torneio.

Com um recorde de 31 títulos da liga boliviana, o Club Bolívar é o clube mais vencedor do país. Em janeiro de 2021, foi anunciado como o primeiro clube parceiro do City Football Group, o que permite explorar experiências em áreas como olheiros, treinamentos, estrutura e conselhos estratégicos.

Rivalidades

O maior rival do Club Bolívar é o The Strongest, também de La Paz. O confronto entre as duas equipes é conhecido como o "Clássico do futebol boliviano".

Estádio

O Bolívar inaugurou seu próprio estádio, o Estádio Libertador Simón Bolívar, em 1976. Inicialmente com capacidade para 30 mil pessoas, o local hoje pode receber apenas 15 mil devido a questões estruturais. Por isso, o clube manda seus jogos no Estádio Hernando Siles, que é o maior do país, com capacidade para 42 mil espectadores.

Treinadores Notáveis

Ao longo de sua história, o Club Bolívar foi comandado por diversos treinadores. Entre eles, destacam-se nomes como Dan Georgiadis (1962, 1965–1968), Ramiro Blacut (1979, 1983, 1988–1989, 1995), Antonio Habas (1994–1995, 2000–2001), Jorge Habegger (2005, 2008), Víctor Hugo Antelo (2007), Gustavo Quinteros (2009), Santiago Escobar (2009-2010), Néstor Clausen (2010–2011), Guillermo Hoyos (2011–2012), Miguel Ángel Portugal (2012–2013), Vladimir Soria (2014, 2021), Xabier Azkargorta (2014–2015), Eduardo Villegas (2015), Rubén Insúa (2016), Beñat San José (2016–2017, 2022–), Vinícius Eutrópio (2018), Alfredo Arias (2018), César Vigevani (2019), Claudio Vivas (2020), Wálter Flores (2020), Natxo González (2020–2021) e Antônio Carlos Zago (2021–2022).