Sobre o Parauapebas
Parauapebas é um município brasileiro localizado no estado do Pará, na Região Norte do Brasil, situado a aproximadamente 700 quilômetros da capital, Belém. Nas últimas décadas, a cidade se consolidou como um importante polo urbano, financeiro e comercial no sudeste paraense, ao lado de Marabá. Com uma população estimada em 305.771 habitantes (segundo o IBGE para 2025), é o quarto maior município do estado, superado apenas por Belém, Ananindeua e Santarém. Em 2020, tornou-se a cidade mais rica do Pará e a segunda da Região Norte, ultrapassando a capital Belém, com um Produto Interno Bruto de R$ 38,014 bilhões.
O nome "Parauapebas" faz referência ao Rio Parauapebas. De origem tupi, o termo pode significar "afluente raso do rio grande" (pela junção de pará — rio grande, y — rio, e peb — achatado) ou "papagaio baixo" (de parauá — papagaio, e peb — achatado).
História e Conquistas
A história de Parauapebas está diretamente ligada à descoberta de uma das maiores reservas minerais do mundo na Serra dos Carajás, nos anos 1960. A empresa Vale S.A. (então Companhia Vale do Rio Doce) obteve o direito de explorar minério de ferro, ouro e manganês na região e construiu uma rodovia asfaltada de cerca de 200 km entre Marabá e suas instalações. Essa estrada, inicialmente chamada de PA Carajás e depois transferida ao estado como PA-275, foi concluída em 1976, alcançando o rio Parauapebas. Colonos utilizaram a via para iniciar pequenas lavouras às margens, dando os primeiros passos para a colonização da área.
No âmbito do Projeto Grande Carajás, a Vale construiu um núcleo urbano para abrigar seus funcionários, incluindo trabalhadores das obras da Estrada de Ferro Carajás, iniciadas em 1981 e que ligariam a província mineral ao Porto da Ponta da Madeira, em São Luís, Maranhão. O vilarejo que abrigava os operários, composto por cortiços às margens do rio Verde, acabou dando nome ao bairro mais antigo da cidade. A empresa também ergueu infraestrutura básica, como escola, delegacia, hospital e rede elétrica para a Vila Permanente de Carajás, no alto da serra. Na época, o distrito de Parauapebas já contava com mais de 20 mil habitantes. Em 1985, o presidente José Sarney inaugurou a Estrada de Ferro Carajás.
Em 2011, o município foi um dos pivôs da demissão do presidente da Vale, Roger Agnelli, que enviou à presidente Dilma Rousseff uma carta expressando preocupação com a disputa de royalties e alegando desvio de verbas na prefeitura de Parauapebas. Entre 2005 e 2010, a Vale havia pago R$ 700 milhões ao município, então comandado pelo prefeito Darci José Lermen (PT), mas os indicadores sociais continuavam ruins. Um contrato entre a prefeitura e o advogado Jader Alberto Pazinato concedia a ele 20% dos royalties pagos pela Vale. Em 2012, a eleição do sucessor de Lermen foi perdida após a polícia descobrir R$ 1,1 milhão no jato de um empresário local; embora a imprensa local tenha inicialmente vinculado o dinheiro ao PT, isso foi posteriormente desmentido e, em 2014, o dono do dinheiro ainda era desconhecido. Em 2015, Parauapebas enfrentou a maior estiagem já registrada em sua história.
Demografia e Economia
Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade é de 38,74% católicos, 43,49% evangélicos ou protestantes, 0,45% espíritas, 0,16% umbandistas ou candomblecistas, 0,07% de religião tradicional, 4,44% de outras religiões, 12,5% de irreligiosos, 0,06% de desconhecidos e 0,08% de não declarados.
A economia de Parauapebas é fortemente baseada na atividade mineradora, especialmente na Mina de Ferro de Carajás, operada pela Vale. A extração de minério de ferro é a principal fonte de recursos, empregando cerca de 8 mil pessoas diretamente e 20 mil indiretamente. Também se destacam a extração de manganês e ouro. Em 2008, a Vale exportou US$ 3,8 bilhões em minérios, colocando o município como o oitavo maior exportador do país. De janeiro a dezembro de 2013, Parauapebas foi o município brasileiro que mais exportou, com US$ 10,079 bilhões em embarques ao exterior.
A atividade agrícola é pouco expressiva e quase totalmente desenvolvida em pequenas propriedades familiares. Os principais produtos são abacaxi, tomate e mandioca, cada um com rendimento anual de cerca de R$ 20 milhões (dados de 2005).
Turismo e Lazer
Parauapebas oferece diversas opções turísticas e de lazer, incluindo o Parque Zoobotânico de Carajás, as Grandes Serras, a tribo indígena Xicrin (Kayapó), o Complexo Industrial de Mineração, o Mirante da mina de ferro e a vegetação de Canga, única no planeta. A região da Serra dos Carajás possui a maior concentração de cavernas do Brasil, com aproximadamente 20% de todas as cavernas oficialmente cadastradas no país, incluindo as Cavernas Ferríferas. Há também trilhas na floresta, a Trilha Lagoa da Mata, observação de aves, o Complexo Turístico de Parauapebas, a Cachoeira Águas Claras, lagoas pluviais, canoagem nos rios do interior da Floresta Nacional (Flona), camping e a Serra Sul.
Educação e Organização Política
Além de ensino básico e profissionalizante, Parauapebas conta com 14 instituições de ensino superior: quatro universidades públicas (UFPA, UFRA, IFPA, UEPA) e dez faculdades privadas (METROPOLITANA, FADESA, FAMAP, ANHANGUERA, UNOPAR, FVC, UNIP, MASTER, UNIASSELVI, UNISA).
A estrutura político-administrativa do município é composta pelo poder executivo, chefiado por um prefeito eleito por sufrágio universal e auxiliado por secretários municipais nomeados, e pelo poder legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Parauapebas, composta por vereadores também eleitos por sufrágio universal.
Temporada Atual e Elenco
Atualmente, não há informações disponíveis sobre a liga atual, classificação, desempenho, elenco ou treinador do Parauapebas. O total de jogadores no elenco é zero, e não há dados sobre estádio.
