Sobre o Rio Branco

O Rio Branco é a capital do estado do Acre, localizada na região Norte do Brasil, a aproximadamente 3.030 quilômetros de Brasília. É a capital mais ocidental do país, situada às margens do rio Acre. De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, sua população era de 364.756 habitantes, tornando-a o sétimo município mais populoso da região Norte. Sua área territorial é de 8.834,942 km², sendo o quinto maior município do estado em extensão, com 44,9559 km² em perímetro urbano, o que a coloca como a 62ª maior cidade do Brasil.

A capital acreana é a quarta mais antiga da região Norte, atrás apenas de Belém, Manaus e Macapá. O povoamento da região começou no final do século XIX com a chegada de nordestinos, e seu desenvolvimento foi impulsionado pelo Ciclo da Borracha. Nesse período, ocorreu uma intensa miscigenação entre brancos nordestinos de ascendência portuguesa, afro-brasileiros e indígenas, especialmente da etnia Culinas, além de imigrantes espanhóis, portugueses, libaneses, italianos e turcos.

O nome "Rio Branco" é uma homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, conhecido como Barão do Rio Branco. Inicialmente estabelecida no Seringal Volta da Empresa, a sede da prefeitura foi transferida em 1909 para o Seringal Empreza. Em 1912, a vila, que antes se chamava Pennápolis em homenagem ao presidente Afonso Pena, teve seu nome alterado para Rio Branco, em referência ao diplomata que anexou o Acre ao Brasil. O Barão do Rio Branco nasceu em 20 de abril de 1845, no Rio de Janeiro, e atuou como promotor e deputado no Império, além de ser Ministro das Relações Exteriores de 1902 até sua morte, em 1912. Ele foi geógrafo e historiador, e teve papel crucial na Questão do Acre, que resultou no Tratado de Petrópolis, garantindo a posse do território acreano pelo Brasil.

Geograficamente, Rio Branco está a 9°58'29" sul e 67°48'36" oeste, a 153 metros de altitude, a cerca de 925 km da Cordilheira dos Andes. O rio Acre divide a cidade em dois distritos (Primeiro e Segundo), e é atravessado por seis passarelas, sendo a mais nova a Passarela Joaquim Macedo. O município faz divisa ao norte com Bujari e Porto Acre; ao sul com Xapuri, Brasiléia e Capixaba; a leste com Senador Guiomard; e a oeste com Sena Madureira.

Demografia

Em 2016, a população estimada pelo IBGE era de 377.057 habitantes, sendo o maior município do estado e o 65º mais populoso do Brasil, com densidade populacional de 40,18 habitantes por km². Segundo o censo de 2000, 51,79% da população são homens e 48,2% mulheres, com 92,73% vivendo na zona urbana e 7,22% na zona rural. O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil indica que a população de Rio Branco equivale a 0,16% da nacional. Em 2014, o município contava com 233.073 eleitores, conforme o Tribunal Superior Eleitoral.

Subdivisões

A prefeitura divide a cidade em sete áreas urbanas chamadas regionais, numeradas de I a VII, definidas com base em fatores socioeconômicos. Cinco regionais (II, III, IV, V, VI) ficam no 1º distrito, e duas (I, VII) no 2º distrito. Essas regionais abrangem cerca de 110 bairros. Desde 2017, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Rio Branco, segundo o IBGE.

Economia

Historicamente, a economia do Acre baseou-se no extrativismo vegetal, principalmente da borracha, que impulsionou o povoamento. Atualmente, a madeira é o principal produto de exportação, e o estado também produz castanha-do-acre, carne, soja, açaí e óleo de copaíba. A agricultura se concentra em mandioca, milho, arroz, feijão, frutas e cana-de-açúcar. A indústria atua nos segmentos alimentício, madeireiro, cerâmica, mobiliário e têxtil. Rio Branco possui o maior PIB do estado, com 6,76 bilhões de reais em 2013, segundo o IBGE. A economia está se transformando, com expansão para o agronegócio (visto na ExpoAcre), piscicultura e ecoturismo, alinhada ao desenvolvimento sustentável.

Cultura

A ocupação territorial por colonos nordestinos, refugiados da seca no Nordeste durante o ciclo da borracha no final do século XIX, fez de Rio Branco a 2ª capital mais antiga da Amazônia Ocidental, após Manaus. A cultura e a gastronomia locais têm forte influência nordestina. A partir da década de 1930, imigrantes da Região Sul (principalmente do Rio Grande do Sul) e do Mato Grosso do Sul (especialmente de Campo Grande) chegaram para trabalhar em obras, além de imigrantes de outras partes do mundo. O hábito do tereré, trazido pelos sul-mato-grossenses, foi adaptado: em vez de água, usa-se suco de limão ou abacaxi.

Temporada Atual e Elenco

Atualmente, não há informações disponíveis sobre a liga atual, o elenco ou o treinador do time Rio Branco. O banco de dados registra que o clube não possui jogadores listados, e não há dados sobre o técnico ou a classificação na temporada atual.

Estádio

Não há informações sobre o estádio do Rio Branco no material fornecido.