Vou cravar aqui: o acordo antitruste de US$ 375 milhões do UFC foi vendido como a grande virada na vida dos lutadores. Pois bem, quem acreditou nisso comprou gato por lebre. Com todo respeito, mas era óbvio que ia dar merda na distribuição.

A maioria dos atletas elegíveis já recebeu sua fatia do bolo, isso é verdade. Mas os problemas na distribuição dos pagamentos restantes mostram exatamente o que eu sempre falei: o UFC trata lutador como peça descartável, mesmo quando é obrigado pela Justiça a pagar.

O Acordo que Mudou Tudo (Ou Quase Nada)

Esse processo antitruste histórico encerrou uma briga de anos entre o Ultimate e os lutadores. Na teoria, US$ 375 milhões deveriam compensar os atletas que foram prejudicados pelo monopólio da organização entre 2010 e 2017.

Quem discorda não viu como o Dana White e companhia manipularam o mercado durante anos. Compraram a concorrência, inflacionaram contratos de exclusividade e mantiveram os lutadores reféns de um sistema injusto.

A Realidade Dos Pagamentos

Com todo respeito, mas era previsível que nem todo mundo ia receber na hora certa. Os atrasos na distribuição afetam justamente quem mais precisa - lutadores que já saíram do esporte, aposentados ou que mudaram de endereço.

Vou repetir: isso não é coincidência. É o modus operandi do UFC. Criam dificuldades burocráticas para dificultar o acesso ao dinheiro que é direito dos caras.

Impacto Real na Vida dos Atletas

A pergunta que não quer calar: esse acordo mudou alguma coisa na relação UFC-lutadores? A resposta é não. O Ultimate continua pagando mixaria para a maioria, continua explorando atletas jovens e continua ditando as regras do jogo.

Esse dinheiro do acordo é migalha perto do que esses caras perderam durante anos de exploração. Quem recebeu 50, 100 mil dólares considera uma grana boa, mas isso não muda a estrutura podre do negócio.

A Verdade Inconveniente

Com todo respeito, mas quem acha que esse acordo vai revolucionar alguma coisa está sonhando. O UFC aprendeu a lição, sim: aprendeu a ser mais esperto para não ser pego de novo.

Os lutadores continuam sem sindicato forte, continuam assinando contratos abusivos e continuam dependendo da boa vontade do Dana White para ganhar dinheiro decente. Vou cravar aqui: daqui 10 anos vamos ter outro processo antitruste, porque a essência do problema não mudou.