A eliminação da Itália nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2026 representa mais que uma ausência histórica - marca o fim da montagem das chaves do torneio e revela quais grupos prometem as disputas mais acirradas. Com a Bósnia herdando a vaga no Grupo B após vencer os tetracampeões mundiais por 4 a 1 nos pênaltis, o panorama final dos 48 classificados está definido.

A Squadra Azzurra fica fora de um Mundial pela terceira edição consecutiva, feito inédito para uma seleção tetracampeã. No estádio Bilino Polje, em Zenica, a equipe de Gennaro Gattuso saiu na frente com Moise Kean ainda no primeiro tempo, mas viu Bastoni ser expulso no fim da etapa inicial. Com um jogador a menos, os italianos resistiram até os 33 minutos da segunda etapa, quando Tabakovic empatou e levou a decisão para os pênaltis.

Grupo B emerge como chave de maior equilíbrio

A entrada da Bósnia no Grupo B, ao lado de Canadá, Catar e Suíça, criou uma das chaves mais equilibradas do torneio. Os bósnios, que participaram da Copa de 2014 no Brasil e chegaram a jogar no Maracanã contra a Argentina, enfrentam agora um cenário favorável para avançar às oitavas de final pela primeira vez na história.

O calendário da Bósnia no grupo começa em 12 de junho contra o Canadá, em Toronto. Cinco dias depois, enfrenta a Suíça em Los Angeles, e encerra a fase de grupos contra o Catar em 24 de junho, em Seattle. A ausência de uma seleção tradicionalmente forte como a Itália torna este grupo particularmente imprevisível.

Simultaneamente, outras três seleções europeias garantiram suas vagas na competição. A Suécia derrotou a Polônia por 3 a 2 e integrou o Grupo F, considerado outro "grupo da morte" ao lado de Holanda, Japão e Tunísia. A mistura entre tradição europeia, técnica asiática e garra africana promete embates memoráveis.

Turquia e República Tcheca completam mosaico europeu

A Turquia assegurou presença no Grupo D após vencer o Kosovo por 1 a 0, com gol de Aktürkoglu. A seleção turca dividirá a chave com Estados Unidos, Austrália e Paraguai, configurando um grupo geograficamente diverso e taticamente interessante.

Já a República Tcheca despachou a Dinamarca por 3 a 1 nos pênaltis e foi parar no Grupo A, onde encontrará México, África do Sul e Coreia do Sul. Os tchecos, conhecidos por seu futebol organizado e combativo, podem surpreender em uma chave que parece mais acessível na comparação com outros grupos.

Grupo B emerge como chave de maior equilíbrio Bósnia herda vaga da Itália e defi
Grupo B emerge como chave de maior equilíbrio Bósnia herda vaga da Itália e defi

A definição das últimas vagas europeias encerrou um processo eliminatório que durou dois anos e meio. Das 13 vagas destinadas ao continente, apenas quatro foram decididas através da repescagem, demonstrando o alto nível competitivo das seleções europeias.

Impacto da ausência italiana no equilíbrio geral

A eliminação da Itália representa uma mudança significativa no panorama da competição. Os Azzurri tradicionalmente ocupam o papel de azarão perigoso em Mundiais, capazes de eliminar favoritos através de sua reconhecida organização tática e experiência em grandes torneios.

Sem a Itália, seleções como a própria Bósnia ganham espaço para protagonismo. A equipe balcânica chega ao torneio sem a pressão de grandes expectativas, mas com qualidade técnica suficiente para incomodar adversários mais cotados.

O formato expandido para 48 seleções, pela primeira vez na história das Copas, permite que equipes de menor tradição tenham chances reais de classificação. Grupos com quatro integrantes passam dois para a próxima fase, aumentando as possibilidades de zebras e tornando cada partida da fase inicial crucial.

A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, em 16 cidades distribuídas pelos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio marca o retorno da competição ao continente americano após oito anos e promete ser o maior Mundial da história em termos de audiência e participantes.