O Palmeiras recebeu uma proposta de R$ 117,9 milhões (€ 20 milhões) do Grupo City, dono do Manchester City, por uma das principais promessas de sua categoria sub-20. O valor apresentado pelos ingleses supera as últimas transações milionárias envolvendo jovens talentos da Academia de Futebol palmeirense.
A oferta chegou ao clube paulista nas últimas semanas e representa 15% a mais que os € 17,5 milhões recebidos pela venda de Estêvão ao Chelsea, em junho de 2024. O montante também ultrapassa os € 16 milhões garantidos com a transferência de Endrick ao Real Madrid.
Perfil da promessa que atraiu os ingleses
O jogador em questão atua como meio-campista ofensivo e possui 18 anos. Destaque nas categorias de base desde os 15 anos, o atleta chamou atenção por sua versatilidade tática e capacidade de finalização. Nas últimas temporadas, registrou 12 gols e 8 assistências em 34 jogos pelo sub-20.
Com 1,78m de altura e forte presença física, a joia palmeirense já treina regularmente com o elenco profissional sob comando de Abel Ferreira. O português incluiu o jovem em três relacionamentos para jogos do Campeonato Brasileiro em 2024, mas ainda não o utilizou em partidas oficiais.
Segundo apuração do SportNavo, o meio-campista possui contrato válido até dezembro de 2027 com multa rescisória de € 50 milhões para clubes europeus. O vínculo inclui cláusula de valorização de 20% em caso de venda para times do exterior antes dos 21 anos.
Estratégia milionária do Grupo City
A investida do Manchester City faz parte da política de captação precoce de talentos sul-americanos implementada pelo Grupo City nos últimos cinco anos. Os ingleses já investiram mais de € 150 milhões em jovens promessas das Américas desde 2020.
O modelo de negócio prevê a contratação inicial para clubes parceiros como Girona, Troyes ou New York City FC, com posterior integração ao elenco principal do Manchester City. Esta estratégia permite contornar limitações de visto de trabalho no Reino Unido para jogadores menores de 18 anos.
A proposta inclui 70% do valor pago à vista (€ 14 milhões) e 30% divididos em três parcelas anuais vinculadas a metas de desempenho. O Palmeiras mantém 15% dos direitos econômicos em futura revenda, percentual considerado baixo pela diretoria alviverde.
Comparativo com outras vendas da base
A oferta do Grupo City posiciona a promessa palmeirense entre os três maiores negócios da Academia nos últimos dois anos. Endrick foi vendido por € 16 milhões mais € 25 milhões em variáveis ao Real Madrid, enquanto Estêvão saiu por € 17,5 milhões fixos mais € 23,5 milhões em bônus para o Chelsea.
O histórico recente mostra valorização média de 280% nos valores de transferência da base palmeirense. Gabriel Menino foi negociado internamente por R$ 8 milhões em 2020, patamar hoje considerado residual pela política comercial do clube.
Na avaliação do SportNavo, o Palmeiras busca elevar o piso salarial base para € 25 milhões em vendas diretas para a Europa, seguindo modelo adotado por Flamengo e Santos nas últimas temporadas. A diretoria considera a proposta do City como ponto de partida para negociação mais robusta.
O Palmeiras tem até o dia 15 de janeiro para responder oficialmente à proposta do Grupo City. O clube inglês sinalizou disposição para aumentar a oferta em até € 5 milhões adicionais caso a negociação avance rapidamente.

