Que coisa mais linda de se ver! Jaqueline, nossa eterna rainha das quadras, fechou mais um capítulo da sua carreira brilhante e saiu de cabeça erguida da Superliga B pelo Pinheiros. A bicampeã olímpica não escondeu a emoção ao falar sobre essa temporada de retorno: "Sinto orgulho". E eu, como ex-atleta, sei exatamente o peso dessas duas palavrinhas simples, mas carregadas de significado.
O retorno que mexeu com as estruturas
Quando Jaqueline decidiu voltar às quadras depois de anos longe da Superliga, muita gente duvidou. "Será que ainda tem jogo?", "A idade não pesa?". Besteira! Quem conhece vôlei sabe que classe é permanente. E a temporada dela pelo Pinheiros na Superliga B foi a prova viva de que técnica, visão de jogo e liderança não se perdem com o tempo. Vi ela comandando o meio da rede com aquele bloqueio duplo milimétrico que sempre foi marca registrada, e orientando as meninas mais novas sobre zona de conflito como ninguém.
O mais bonito de tudo foi ver como ela abraçou o desafio da Superliga B sem drama, sem fazer cara feia. Pelo contrário! Jaque entrou em quadra com a mesma garra de sempre, seja num pipe bem executado ou numa cobertura salvadora. Isso é grandeza, pessoal!
Muito mais que resultados técnicos
Enquanto outras despedidas marcaram este fim de temporada - como a da ponteira Aline Segato após quatro anos no Barueri, ou as definições apertadas dos playoffs masculinos com Suzano e Guarulhos brigando por posição -, o retorno de Jaqueline teve um sabor especial. Não estamos falando só de uma atleta voltando às quadras, mas de um ícone do vôlei brasileiro mostrando para uma nova geração o que significa amor pelo esporte.
Como ex-atleta, sei que voltar depois de um tempo parado não é moleza. O corpo reclama, o ritmo de jogo muda, as meninas mais novas chegam com fome de bola. Mas Jaque mostrou que experiência e qualidade técnica compensam qualquer limitação física. Seu levantamento de tempo continuou cirúrgico, e a leitura de jogo... meu Deus, impecável!
O legado que transcende medalhas
Essa temporada de Jaqueline pelo Pinheiros foi muito mais que estatísticas ou classificações. Foi uma masterclass de como se comportar em quadra, de como liderar pelo exemplo, de como respeitar o jogo e as companheiras. Para as garotas da Superliga B, ter do lado uma bicampeã olímpica dispostas a suar a camisa na segunda divisão foi um presente imenso.
E agora? O futuro de Jaqueline ainda está em aberto, mas uma coisa é certa: ela provou que o amor pelo vôlei brasileiro está mais vivo que nunca. Seja continuando como jogadora, migrando para o comando técnico ou assumindo papel de formadora, ela já deixou sua marca nesta temporada. Como ela mesmo disse, há motivos de sobra para sentir orgulho. E nós, apaixonados pelo vôlei, temos orgulho dela também!

