Aos 86 minutos, com o placar empatado em 1 a 1, John Kennedy recebeu de Alisson dentro da área e bateu de canhota no ângulo de Anderson — goleiro que havia feito a melhor partida em campo até aquele momento. Fluminense 2 a 1, três pontos garantidos, 26 na tabela. O camisa 9 saiu do banco e, mais uma vez, resolveu o que os titulares não conseguiram.
O gol que definia a noite no Maracanã
A partida da 13ª rodada do Brasileirão, realizada neste domingo (26), no Maracanã, foi dominada pelo Fluminense desde o início, mas o goleiro Anderson, da Chapecoense, fez defesas impressionantes ao longo de toda a noite. Savarino abriu o placar aos 56 minutos, convertendo pênalti apontado após revisão do VAR. Ênio empatou aos 78, de fora da área, chutando no alto. Quando tudo indicava que os pontos seriam divididos, John Kennedy entrou em ação.
O lance foi construído por Soteldo e Alisson, que tabelaram pela esquerda antes de o venezuelano tocar para Kennedy infiltrar a área. A finalização de primeira, no ângulo, não deu chance para Anderson. O camisa 9 soube explicar a decisão técnica do momento:
"Tentei buscar a parte mais alta porque ele vinha fazendo uma excelente partida. Fui feliz e consegui vencer ele ali", disse John Kennedy em entrevista ao Premiere.
Os números de um super-sub que virou referência
Com o gol desta noite, John Kennedy chega a 9 gols e 1 assistência em 2026, consolidando-se como artilheiro isolado do Fluminense na temporada. Aos 23 anos, o atacante acumula intervenções decisivas saindo do banco — um perfil cada vez mais raro e valorizado no futebol brasileiro. A análise do SportNavo mostra que, nesta temporada, mais da metade dos gols de Kennedy foram marcados após entrar como substituto, o que eleva sua média de participações decisivas por minuto jogado a um patamar de destaque na Série A.
O padrão se repete: o técnico Luis Zubeldía enfrenta dificuldades com desfalques pesados, como os de Martinelli e Lucho Acosta, mas encontrou em Kennedy um coringa confiável para os momentos mais tensos das partidas.
"Estamos vivendo uma crescente, melhorando a cada dia. É sempre muito importante fazer gol e conquistar a vitória, principalmente dentro de casa. A gente quer seguir lá em cima na tabela, brigando pela liderança e isso dá confiança não só para mim, mas para todo o grupo", afirmou o atacante após o apito final.
O papel do super-sub no futebol brasileiro atual
O conceito de "super-sub" — o reserva que entra e muda o jogo — tem ganhado força no futebol nacional nas últimas temporadas. No Brasileirão, poucos jogadores exercem essa função com a regularidade de Kennedy. Enquanto nomes como Pedro, no Flamengo, e Flaco López, no Palmeiras, atuam como titulares fixos, o atacante tricolor construiu sua identidade como o jogador que os adversários temem quando estão empatados ou vencendo nos minutos finais. Conforme levantamento do SportNavo, Kennedy já foi decisivo saindo do banco em ao menos quatro ocasiões distintas nesta temporada — um dado que justifica o espaço que vem conquistando no clube.
A Chapecoense, lanterna da competição com apenas 8 pontos, serviu como adversário nesta rodada, mas o goleiro Anderson impediu que a goleada acontecesse. O placar de 2 a 1 reflete um Fluminense ainda irregular nas finalizações, mesmo com a vitória construída.
Posição na tabela e o que vem pela frente
Com 26 pontos, o Fluminense ocupa a terceira colocação, empatado em pontos com o Flamengo — que tem um jogo a menos e leva vantagem no saldo de gols (14 a 7). O líder Palmeiras segue isolado com 32 pontos. O São Paulo, também com 26 pontos em 13 jogos, fecha o G4. A briga pelo título permanece aberta, mas a distância para o Verdão ainda é de seis pontos.
Kennedy já antecipou o próximo passo do grupo:
"Agora é virar a chave e pensar na Libertadores", declarou o atacante ao Premiere.
O Fluminense volta a campo na quinta-feira (30), às 19h (horário de Brasília), diante do Bolívar, no Estádio Hernando Siles, em La Paz, pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Antes disso, o foco interno continua na manutenção de Kennedy como peça decisiva — banco ou não.









