A lesão de Estêvão aos 14 minutos do clássico Chelsea x Manchester United representa um problema tático concreto para Dorival Jr. Com 54 dias restantes até a Copa do Mundo, o técnico da Seleção Brasileira perde uma peça fundamental em seu esquema ofensivo - um jogador que acumulava 847 minutos em campo na atual temporada europeia.
O atacante sentiu dores na coxa direita durante uma transição ofensiva rápida do Chelsea. Após superar o marcador e finalizar contra a meta adversária, Estêvão imediatamente levou a mão à parte posterior da coxa, sinalizando lesão muscular. A substituição imediata por Garnacho confirmou a gravidade do problema.
Peça-chave no sistema de Dorival Jr
Estêvão ocupava posição estratégica no 4-2-3-1 de Dorival Jr, funcionando como ponta-direita com liberdade para movimentação interna. Seus números na Seleção mostram eficiência: três gols em sete jogos, com média de 1,3 dribles por partida e 78% de acerto nos passes no terço final.
O jogador do Chelsea oferecia versatilidade tática crucial - capacidade de atuar tanto aberto pela direita quanto como segundo atacante. Essa mobilidade permitia ao Brasil alternar entre formações durante a partida, criando superioridade numérica em diferentes setores do campo.
Opções emergem no setor ofensivo
Raphinha surge como substituto natural na ponta direita. O atacante do Barcelona registra números superiores na atual temporada: 12 gols e 10 assistências em 34 jogos. Sua experiência em Copas do Mundo (22 jogos pela Seleção) pesa favoravelmente na balança técnica.

Savinho representa alternativa interessente. O jovem do Manchester City demonstra características similares a Estêvão: velocidade na transição ofensiva e capacidade de finalização com ambos os pés. Seus 187 dribles tentados na Premier League evidenciam o perfil de desequilíbrio individual que Dorival Jr valoriza.
Antony completa o leque de opções. O atacante do Manchester United, apesar da temporada irregular (apenas 4 gols), mantém conhecimento profundo do sistema tático brasileiro. Sua participação nas Eliminatórias (8 jogos) demonstra confiança da comissão técnica.
Histórico de lesões preocupa
Este não é o primeiro problema físico de Estêvão na temporada. Em fevereiro, uma contusão na coxa o afastou dos gramados por quase um mês, perdendo a convocação anterior da Seleção. O padrão de lesões musculares levanta questões sobre o condicionamento físico do atacante.
Segundo apuração do SportNavo, a comissão técnica brasileira já monitora alternativas desde a última Data FIFA. A proximidade da Copa do Mundo exige definições rápidas sobre o substituto direto de Estêvão.
A recuperação completa de lesões na coxa posterior varia entre 3 a 6 semanas, dependendo da gravidade. Com a Copa do Mundo iniciando em maio, Estêvão possui janela temporal apertada para retornar às condições ideais de jogo.
Dorival Jr deve utilizar os amistosos preparatórios de março e abril para testar as alternativas táticas. O técnico tem duas datas FIFA disponíveis antes da convocação final - período crucial para definir o substituto que melhor se adapta ao sistema ofensivo da Seleção.

