Doze gols em cinco partidas. O número não mente e revela a transformação ofensiva do São Paulo sob o comando de Roger Machado. A goleada aplicada no Cruzeiro na 10ª rodada do Brasileirão não foi um acaso isolado, mas sim o resultado de ajustes táticos implementados pelo técnico nas últimas semanas que elevaram drasticamente a produtividade ofensiva tricolor.
Levantamento exclusivo do SportNavo mostra que o São Paulo saltou de uma média de 1,2 gols por jogo nas primeiras cinco rodadas para 2,4 nas últimas cinco partidas. A diferença fica ainda mais evidente quando analisamos as finalizações: de 8,4 chutes por partida no início da competição, o time passou a registrar 14,2 tentativas ao gol no período recente.
"Uma vitória dos atletas. Eles entenderam o que queríamos taticamente e estão executando com perfeição", declarou Roger após a vitória sobre o Cruzeiro.
Mudança no esquema tático gera resultados concretos
A principal alteração implementada por Roger foi a adoção de um meio-campo mais ofensivo, com dois meias centrais atuando em diferentes alturas. Desde a 6ª rodada, quando começou a escalar Igor Gomes e Rodrigo Nestor juntos, o São Paulo marcou pelo menos dois gols em quatro das cinco partidas disputadas.
Os números de posse de bola no terço final também impressionam. Enquanto nas primeiras rodadas o Tricolor registrava 31% de posse ofensiva, esse percentual subiu para 47% nas últimas cinco partidas. A mudança reflete diretamente na criação de oportunidades: de 3,2 chances claras por jogo, o time passou a criar 5,8.
Outro dado relevante é a participação dos laterais no ataque. Com a chegada de Welington pela esquerda e a maior liberdade dada a Rafinha pela direita, as assistências vindas das laterais saltaram de zero para seis no período analisado. A conexão entre os setores ficou mais fluida, permitindo maior variação nos ataques.
Números defensivos se mantêm estáveis
Apesar da maior exposição ofensiva, o São Paulo conseguiu manter a solidez defensiva que já demonstrava no início da temporada. A média de gols sofridos permaneceu praticamente inalterada: 0,8 por partida nas primeiras rodadas contra 0,6 no período recente.
A explicação está na melhoria do meio-campo. Com Igor Gomes e Nestor alternando as funções de criação e marcação, o time conseguiu maior equilíbrio entre os setores. As recuperações de bola no meio-campo subiram de 18 para 24 por partida, mostrando que a pressão mais alta também funciona defensivamente.
Os dados de desarmes também corroboram essa evolução. Nas últimas cinco rodadas, o São Paulo registrou 22,4 desarmes por jogo, contra 18,2 do período inicial. A intensidade maior na marcação tem gerado mais oportunidades de contra-ataques rápidos, estratégia que resultou em quatro dos doze gols marcados recentemente.
Próximos desafios testam consistência das mudanças
O calendário das próximas rodadas será decisivo para confirmar se as mudanças táticas de Roger realmente se consolidaram. O São Paulo enfrentará sequencialmente três equipes que figuram entre as cinco melhores defesas do campeonato, começando pelo Athletico Paranaense na 11ª rodada.
Fontes do clube revelam que a comissão técnica trabalha com projeções internas que apontam para uma média de 2,1 gols por jogo até o final do primeiro turno, mantendo o atual padrão ofensivo. Os números colocam o Tricolor entre os cinco ataques mais eficientes da competição.
A próxima partida acontece na quarta-feira, contra o Athletico Paranaense, na Arena da Baixada, às 19h30. Uma vitória pode consolidar o São Paulo no G-6 e confirmar que as mudanças táticas implementadas por Roger vieram para ficar definitivamente.

