Se Estêvão estivesse saudável neste momento, seria provavelmente o nome mais comentado da pré-lista de 55 jogadores que Carlo Ancelotti entregou à Fifa para a Copa do Mundo de 2026. Não está. Na quarta-feira, 13 de maio, o meia-atacante encerrou a etapa de reabilitação conduzida na Academia de Futebol do Palmeiras, em São Paulo, e na quinta-feira, 14, embarca de volta a Londres para se reapresentar ao Chelsea e ser reavaliado pelo departamento médico dos Blues.
A lesão que interrompeu a melhor fase de Estêvão na Premier League
O problema muscular na coxa direita ocorreu em 18 de abril, durante partida da Premier League, e classificado como grave pelos especialistas. Estêvão havia construído uma primeira temporada sólida pelo Chelsea: 36 partidas disputadas, 8 gols e 3 assistências — números que poucos jogadores de 18 anos conseguem na liga inglesa. A distância entre o rendimento que ele apresentava antes da lesão e o silêncio forçado das últimas semanas é algo da ordem de Recife a Curitiba — enorme, perceptível, difícil de ignorar.
Segundo apuração do SportNavo, o jogador ficará ao menos 15 dias em Londres enquanto o departamento médico do Chelsea define a próxima fase do tratamento e avalia onde ela será conduzida. A certeza, por ora, é uma só: ele não estará em campo pela Seleção Brasileira no Mundial que começa em junho.
"Estêvão encerrou nesta quarta-feira a etapa de reabilitação que vinha ocorrendo na Academia de Futebol do Palmeiras", informaram fontes ligadas ao processo de recuperação do atleta.
O peso da ausência de Estêvão na Seleção de Ancelotti
Com a camisa canarinho, o jovem acumulou 5 gols em 11 jogos — média que supera a de vários nomes que seguem na disputa pela lista definitiva. A exclusão da pré-lista de 55 convocados não foi surpresa depois do diagnóstico, mas consolida um vazio real no setor ofensivo que Ancelotti terá de preencher com outros perfis. O técnico italiano, que assumiu o comando da Seleção em 2025, perde seu jogador mais jovem e um dos mais verticais do grupo.
A ausência de Estêvão não é apenas a perda de um atleta em boa fase — é a perda de um tipo de jogador. Driblador, capaz de criar desequilíbrio em espaços reduzidos, ele ocupava uma função que não tem substituto direto no elenco convocável. Rodrygo, Raphinha e Vinicius Jr. têm características distintas, e nenhum deles replica o perfil de falso extremo pelo qual Estêvão vinha sendo utilizado no Chelsea.
"O jogador ficará ao menos 15 dias na capital inglesa para definir como e onde será a próxima parte do tratamento", revelaram fontes próximas à situação do atleta.
Chelsea segue em campo enquanto Estêvão assiste de fora
Do lado do clube inglês, a agenda não para. O Chelsea enfrenta o Manchester City no dia 16 de maio pela Copa da Inglaterra, recebe o Tottenham em 19 de maio pela Premier League e visita o Sunderland em 24 de maio, também pelo campeonato nacional. Estêvão não estará disponível para nenhum desses jogos, e a janela de recuperação ainda não tem prazo definido para encerramento.

A reavaliação médica prevista para os próximos dias em Londres será decisiva para traçar o cronograma de retorno. Se o tratamento exigir intervenção cirúrgica ou protocolo mais longo, o jovem pode perder não apenas a Copa, mas também o restante da temporada 2025/2026 pelo Chelsea. A resposta para essa pergunta chegará até o dia 28 de maio, prazo em que o clube inglês espera ter um diagnóstico mais preciso sobre o tempo de afastamento.









