O Fluminense ganha um novo componente em sua estrutura defensiva nesta quinta-feira. Julián Millán, contratado na janela do início de 2026, fará sua estreia oficial pelo Tricolor no confronto contra o Operário-PR, às 21h30, pela terceira fase da Copa do Brasil. O zagueiro argentino de 28 anos trabalhava entre os titulares nos treinos recentes e teve sua primeira oportunidade antecipada por Zubeldía.
Perfil técnico remonta à escola defensiva argentina
Millán chega ao Fluminense com características que remetem aos grandes zagueiros argentinos das décadas de 1980 e 1990. Aos 1,85m, o defensor combina leitura de jogo apurada com capacidade de saída de bola limpa, aspectos fundamentais no esquema tático implementado por Zubeldía. Sua formação nas categorias de base do Estudiantes La Plata moldou um jogador de fundamentos sólidos, similar ao perfil que revelou nomes como Roberto Ayala e Fabricio Coloccini.
O zagueiro possui experiência em diferentes sistemas defensivos, tendo atuado tanto em linha de três quanto em dupla de zaga tradicional. Nos últimos dois anos, defendeu o Defensa y Justicia em 47 partidas, registrando índice de 73% de duelos aéreos ganhos e média de 4,2 desarmes por jogo, números que chamaram atenção da diretoria tricolor.
Encaixe no sistema tático de Zubeldía
A chegada de Millán atende a uma demanda específica do técnico uruguaio. Segundo apuração do SportNavo, Zubeldía buscava um defensor com perfil mais ofensivo para compor a saída de bola, característica que se tornou marca registrada de suas equipes. O argentino demonstrou essa qualidade em seus últimos clubes, registrando 87% de precisão nos passes na temporada anterior.
O esquema 4-3-3 adotado pelo comandante tricolor exige zagueiros versáteis, capazes de se posicionar tanto para cobertura quanto para participação na construção das jogadas. Millán se enquadra perfeitamente nesse perfil, lembrando a versatilidade de defensores históricos do Fluminense como Ricardo Gomes e Edinho, que marcaram época nos anos 1980.

"O planejamento deve se cumprir contra o Operário", confirmou Zubeldía em coletiva, referindo-se à estreia antecipada do defensor.
A provável escalação para o confronto de quinta-feira coloca Millán ao lado de Jemmes na zaga central, formando uma dupla inédita. Fábio seguirá no gol, enquanto Guga e Arana ocuparão as laterais. No meio-campo, o trio Martinelli, Hércules e Savarino deve ser mantido, com Serna, Canobbio e John Kennedy compondo o setor ofensivo.
Calendário intenso exige rotação inteligente
A decisão de antecipar a estreia de Millán também reflete o planejamento para o calendário congestionado que o Fluminense enfrentará. Dos próximos cinco compromissos, quatro serão disputados longe do Rio de Janeiro, incluindo duelos decisivos contra Bolívar e Independiente Rivadavia pela Libertadores. O Internacional pelo Brasileirão e a Chapecoense no Maracanã completam essa sequência.
Historicamente, o Fluminense sempre teve dificuldades em jogos consecutivos fora de casa. Na temporada de 2023, quando conquistou a Libertadores, o Tricolor venceu apenas 31% dos confrontos como visitante no primeiro turno do Brasileirão. A gestão de elenco tornou-se prioridade para Zubeldía, que busca evitar o desgaste excessivo dos titulares.

O técnico uruguaio possui experiência similar de sua passagem pelo Defensor Sporting, onde implementou sistema de rotação que permitiu disputar três competições simultaneamente. Segundo levantamento do SportNavo, aquela equipe utilizou 28 jogadores diferentes como titulares ao longo de uma temporada, mantendo regularidade técnica.
Com duas derrotas nas primeiras rodadas da Libertadores, o Fluminense não pode desperdiçar pontos em casa na Copa do Brasil. O confronto contra o Operário representa oportunidade de Millán mostrar sua adaptação ao futebol brasileiro, enfrentando adversário que eliminou o Paysandu na fase anterior com vitória por 2 a 0 no agregado. A partida de volta será disputada em Ponta Grossa no dia 30 de janeiro.









