Se a Copa do Mundo começasse nesta segunda-feira, 11 de maio, o Brasil entraria em campo sem o atacante que marcou cinco gols em apenas sete jogos pela Seleção Brasileira. Estêvão, do Chelsea, sofreu nova lesão muscular na coxa direita durante a Premier League — saiu de campo após apenas 16 minutos — e está oficialmente fora do Mundial. Carlo Ancelotti enviou à FIFA uma pré-lista de 55 nomes, e o nome do jovem de 19 anos não aparece. A Copa começa sem ele.
A ausência não é surpresa para quem acompanhou o calendário do atacante nos últimos meses. Entre fevereiro e março, Estêvão já havia desfalcado o Chelsea em seis partidas por conta de uma lesão muscular semelhante. Retornou, disputou quatro jogos e voltou a sentir dores. O técnico do Chelsea, Liam Rosenior, revelou que o brasileiro deixou o vestiário emocionado antes mesmo de receber o diagnóstico oficial — um detalhe que diz muito sobre o tamanho do sonho interrompido. Nas redes sociais, a reação dos torcedores foi imediata: a frase "acabou o sonho" viralizou ao longo da manhã.
O vazio ofensivo que uma lesão muscular criou na Seleção
Para entender o tamanho do problema, é preciso olhar o número: cinco gols em sete jogos pela Seleção coloca Estêvão em uma taxa de conversão que poucos atacantes brasileiros alcançaram na história recente da Amarelinha. Ele não era uma opção — era uma certeza no planejamento de Ancelotti. Agora, com a pré-lista de 55 reduzindo para 26 convocados, o técnico italiano precisa redistribuir funções em um setor ofensivo que já carregava incertezas, especialmente em torno de Rodrygo, cuja regularidade no Real Madrid nesta temporada 2025/2026 também levantou dúvidas dentro da comissão técnica.
Segundo apuração do SportNavo, o nome de Luiz Henrique aparece como o mais cotado para ocupar a vaga deixada por Estêvão na lista final dos 26. O atacante vem em boa fase e tem características que se aproximam do perfil de jogador de lado de campo com capacidade de finalização — exatamente o que Ancelotti perderá com a ausência do camisa do Chelsea.
Endrick e Vitor Roque como alternativas reais de Ancelotti
Quando ataca pelo corredor esquerdo, Endrick cria desequilíbrio com aceleração curta e finalização de dentro da área — um perfil diferente do de Estêvão, mas igualmente valioso para um técnico que gosta de rotacionar referências ofensivas. Quando atua como centroavante fixo, ele perde mobilidade mas ganha presença de área, o que pode ser útil dependendo do adversário.
Quando pressiona a linha defensiva adversária, Vitor Roque demonstra intensidade e capacidade de criar espaços para os meias chegarem — uma função que Ancelotti valoriza em sistemas de pressão alta. O atacante, que passou por Barcelona e atualmente está emprestado, tem 19 anos e acumula experiência europeia suficiente para não se intimidar com o ambiente de Copa do Mundo.
A diferença entre os dois jovens está no histórico com a camisa da Seleção: Endrick já tem presença consolidada no grupo e participou de jogos decisivos das Eliminatórias, enquanto Vitor Roque ainda busca consistência para convencer Ancelotti de que merece uma vaga entre os 26.
Neymar e o peso de uma pré-lista que muda de sentido
A lesão de Estêvão reacende um debate que parte da imprensa preferia evitar: o papel de Neymar neste grupo. O camisa 10 do Santos está na pré-lista de 55 nomes e, diante do cenário de baixas e incertezas no ataque, ganha força política dentro do planejamento. Aos 34 anos, Neymar não é mais o jogador de 2018 — mas é o único no grupo com experiência de Copa do Mundo como protagonista, tendo disputado os torneios de 2014 e 2018 pelo Brasil. Se Ancelotti precisar de um nome com capacidade de decidir em momentos de pressão, o histórico pesa a favor do santista.
O problema é que Neymar também carrega um histórico recente de lesões que preocupa qualquer comissão técnica. A decisão final sobre sua convocação deve ser anunciada nas próximas semanas, quando Ancelotti reduzir a pré-lista de 55 para os 26 que irão ao Mundial. A data limite para entrega da lista definitiva à FIFA está se aproximando, e cada jogo que passa sem resposta física dos candidatos aumenta a pressão sobre o técnico italiano.
O que Ancelotti decide agora define o perfil do ataque brasileiro
A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México — um torneio que começa em junho. O Brasil estreia em um grupo que ainda será definido pelo sorteio, mas a expectativa é de que a Seleção chegue às fases finais. Para isso, Ancelotti precisará de um ataque funcional desde a fase de grupos, sem depender de adaptações tardias.
A pré-lista de 55 nomes dá ao técnico margem para trabalhar com diferentes perfis até a convocação definitiva. Mas a ausência de Estêvão retira do grupo o jogador com maior potencial de desequilíbrio individual — aquele que, em sete jogos, mostrou que não precisa de muitos minutos para mudar o resultado de uma partida. Luiz Henrique, Endrick e Vitor Roque são opções reais, cada um com características distintas, e a escolha de Ancelotti dirá muito sobre qual identidade tática o Brasil levará para o Mundial.

Se Ancelotti anunciar a convocação definitiva nas próximas semanas e optar por Luiz Henrique no lugar de Estêvão, o Brasil terá no ataque um jogador de 27 anos com rodagem europeia — mas sem o fator surpresa que o garoto do Chelsea representava. Você apostaria em Endrick como titular ou como opção do banco para os momentos decisivos da Copa?









